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Sociedade

Aniversário: TAGUS “movimenta as forças vivas dos territórios”

24/11/2017 às 00:00
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Conceição Pereira, técnica coordenadora da TAGUS, Maria do Céu Albuquerque, presidente da CM de Abrantes e Elizete Jardim, Diretora regional da Direção Regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo

A Quinta da Eira Velha, em Aldeia do Mato, projeto de turismo rural, apoiado pela TAGUS, acolheu ontem, dia 23 de novembro, o momento que assinalou 24º aniversário da Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior.

A presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Maria do Céu Albuquerque, o presidente da Câmara Municipal do Sardoal, Miguel Borges e a Diretora Regional da Direção Regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo, Elizete Jardim, estiveram presentes na sessão onde se ouviram intervenções sobre o desenvolvimento local nos últimos 24 anos e para a qual foram convidados promotores de projetos apoiados pelo DLBC rural do Ribatejo Interior a apresentarem os seus projetos.

Em jeito de balanço, Conceição Pereira, técnica coordenadora da TAGUS, afirmou à Antena Livre que ao longo destes 24 anos a TAGUS tem assumido “grandes desafios” desde “as alterações que ocorrem em cada fundo comunitário que exigem uma adaptação - um bom exemplo é que no quadro comunitário anterior trabalhávamos muito com a ação social, onde apoiámos muitos lares e neste quadro trabalhamos muito com área da agricultura primária, uma área com qual nunca tínhamos trabalhado”.

“Outro desafio foi que em cada quadro comunitário tivemos de trabalhar com novas autoridades de gestão e neste momento, temos o FEDER e o Fundo Social, cuja autoridade de gestão é o PO Centro. São desafios que dizem respeito à aplicabilidade do dinheiro, mas também desafios para com a própria equipa técnica”, acrescentou a técnica coordenadora.

Conceição Pereira lembrou que a TAGUS continua “com objetivos muito bem definidos”. E deu exemplos “a nossa estratégia continua a focar-se muito na melhoria da qualidade de vida das nossas populações, no combate ao êxodo rural, em criar complementos financeiros para o rendimento das famílias, na promoção dos produtos locais e endógenos”, etc.

Por último, a responsável salientou que a TAGUS já criou mais de “100 postos de trabalho ao longo dos vários quadros [comunitários], cerca de 14ME de investimento que resultaram de 259 pedidos de apoio”.

Presente na cerimónia, Maria do Céu Albuquerque, presidente da CM de Abrantes, salientou que a Associação de Desenvolvimento Rural “tem 24 anos de trabalho, de trabalho com um registo muito positivo”.

“Este registo positivo só se faz verdadeiramente porque tem técnicos habilitados e capazes de levar estes desafios por diante, mas essencialmente porque tem produtores no terreno que são capazes de executar. Se assim não fosse, por muito bons que fossem os incentivos, por muito bons que fossem os técnicos, os projetos ficariam parados no papel, não teriam execução e o nosso território definharia e continuaria na tendência natural do abandono do mundo rural”, fez notar a autarca abrantina.

Maria do Céu Albuquerque destacou ainda o papel dos produtores locais: “Felizmente que temos produtores que acham que vale a pena investir no nosso território, nos nossos produtos endógenos e, com isso, acrescentar valor à nossa economia local, regional e nacional”.

Já a Diretora regional da Direção Regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo, Elizete Jardim, fez referência ao local onde se realizou a cerimónia de aniversário, dando conta que “se não houvesse uma TAGUS será que esta casa teria o objetivo que tem hoje? Se não houvesse a TAGUS e o trabalho que a mesma tem feito não sei se estaria ali aquela mesa de doces e as feiras de doçaria que têm acontecido e as feiras de enchidos…Portanto, são estas associações que têm dinamizado estes territórios e vão continuar a dinamizar seja porque caminho for”.

A diretora deixou presente a ideia que “os grupos de ação local convergem para muitas coisas e movimentam as forças vivas dos territórios”.

Na cerimónia foi apresentado o novo instrumento proposto pela Comissão Europeia para projetos locais, de natureza comunitária – o Desenvolvimento Local de Base Comunitária (DLBC).

No momento, foi explicado que os projetos para integrarem os pedidos de apoio estão relacionados com pequenos investimentos em explorações agrícolas, pequenos investimentos na transformação e comercialização de produtos agrícolas, diversificação de atividades na exploração agrícola, promoção de produtos locais, renovação de aldeias locais e circuitos curtos de comercialização e sistemas de incentivos ao empreendedorismo e ao emprego.

Recorde-se que a TAGUS foi constituída em 26 de novembro de 1993, fruto de uma parceria público-privada e surgiu para dar resposta na promoção do desenvolvimento de projetos do mundo rural nos concelhos de Abrantes, Constância e Sardoal.

A associação tem tido um papel ativo junto de empresas, promotores em nome individual e associações locais na promoção e comercialização dos produtos regionais, na valorização do património e da identidade cultural.