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27 set 2021
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Sociedade

Sérgio Oliveira, autor de documentário sobre o Pego, faz o seu recolhimento em Düsseldorf (C/ÁUDIO E VÍDEO)

23/03/2020 às 00:00
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A Alemanha é um dos países da Europa que começa a ter muitos casos de COVID-19, talvez muito por culpa dos cidadãos que não ligaram muito às recomendações dos responsáveis de saúde. É pelo menos esta a ideia de Sério Oliveira, pegacho de gema que vive e trabalha na Alemanha.

O Sérgio está há anos na Alemanha, mas continua a ter o Pego no coração, naturalmente, por isso em 2019 apresentou o documentário “Fandango” sobre os usos e costumes do “seu” Pego.

Este domingo quando encetámos o contacto para gravar a entrevista o Sério pediu mais uns minutos. Estava a ouvir na televisão alemã a chanceler Angela Merkel que anunciava medidas mais restritivas para os cidadãos já que os números continuam a subir. E a conversa começou mesmo por aí. “Estava agora [domingo às 17:00] a nossa chanceler a falar e apontou oito pontos sobre a realidade daquilo que é isto. E como temos casos mais complicados, por exemplo, na Baviera, estava a dizer como devemos proceder. Aqui já tínhamos o alerta de que não poderíamos sair de casa. Mas não foi, para já esta a decisão. São medidas muito idênticas às de Portugal. Temos de manter a distância higiénica, mas podemos ir à rua”. Com grande parte do comércio fechado, na Alemanha, “nos últimos três, quatro dias, as pessoas mudaram muito os hábitos. Mesmo quem brincava com a situação já percebeu que isto é grave e que o melhor é mesmo ficar em casa. As pessoas começam a perceber que têm de travar isto”.

Sérgio Oliveira fala sobre a sua vida na Alemanha

Mesmo a viver em Düsseldorf este português mantém-se, tal como os outros cidadãos lusos que vivem fora do país, muito atento ao que se passa por cá. “Eu estou a acompanhar. Através da RTP e da internet. Claro que me interessa muito, de como as coisas estão a funcionar”. O músico diz que “dentro do que temos de mau temos de fazer o nosso melhor, temos de aproveitar a parte positiva para fazer coisas a pensar num futuro mais próximo”. E depois a inevitável pergunta sobre a música nestes dias. Ao que respondeu que os espetáculos que tinha agendados até julho foram cancelados. “Vamos fazendo coisas, contactando uns com os outros, criando alguma proximidade”, disse Sérgio Oliveira dando como exemplo o sábado [21 março] à noite: “Ontem muitos músicos portugueses fizeram “watchparty” mesmo através da rede social Facebook. Acho uma coisa ótima. E até acho que podemos aprender e do negativo tirar coisas boas para aproveitar no futuro”.

Sérgio Oliveira estreou o seu documentário “Fandango” em Abrantes a 18 de Abril de 2019 tendo agora disponibilizado gratuitamente para que quem quiser ver, nestes tempos em que ocupar o tempo pode ser um dos grandes desafios da atualidade.

Veja aqui o documentário realizado por Sérgio Oliveira.