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Sociedade

Os Verdes iniciam jornadas parlamentares dedicadas ao rio Tejo

26/03/2018 às 00:00
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O Partido Ecologista Os Verdes (PEV) inicia hoje as suas jornadas parlamentares dedicadas ao tema “Rio Tejo – Poluição e outros conflitos”, que levarão os deputados a Santarém, Almada (Setúbal) e Lisboa.

Segundo explicou na sexta-feira Heloísa Apolónia, uma das duas deputadas do PEV na Assembleia da República, com estas jornadas parlamentares pretendem-se “alertar, denunciar, investigar e propor diversas matérias relativas à poluição do Tejo”.

Para a deputada, a questão da poluição no Tejo tem estado centrada em empresas como a Celtejo, mas existem outras causas, como a atividade agrícola e industrial, a suinicultura ou o mau funcionamento das estações de tratamento das águas residuais.

“Deparamo-nos também com um problema de seca evidente e que tende a agravar-se nos próximos anos, a seca vai-nos acompanhar durante muitos anos e precisamos de adaptar os nossos recursos hídricos”, defendeu, por outro lado, Heloísa Apolónia.

Nestas jornadas parlamentares, Os Verdes contam com a participação de Ska Keller, copresidente do Grupo Verde no Parlamento Europeu, Monica Frassoni, copresidente do Partido Verde Europeu, e Gwendoline Delbos-Corfield, membro do Comité Executivo do Partido Verde Europeu (também dos Verdes franceses).

O primeiro dia das jornadas será passado em Santarém e o programa arranca na Ponte do Rio Maior, perto da ETAR/Vale de Santarém, com um encontro com movimentos ecologistas, incluindo ainda vários pontos de observação do Tejo, uma reunião com a Câmara Municipal e uma audição pública, já em Lisboa, ao final da tarde.

O segundo dia das jornadas começará em Almada (Setúbal) e vai centrar-se nos problemas sentidos nos transportes públicos entre as duas margens do rio Tejo.

“Tem havido problemas enormíssimos relativamente ao transporte fluvial, queremos analisar essa situação e fazer propostas”, afirmou Heloísa Apolónia, sublinhando que os utentes da margem sul do Tejo têm sido duplamente prejudicados, por um lado por haver duas empresas de transporte – Fertagus e Metro Sul do Tejo – que estão fora do passe social e, por outro, pela elevada degradação do transporte fluvial.

Para Heloísa Apolónia, “a privatização não é solução”, defendendo, no imediato, um investimento de 50 milhões para a aquisição de barcos de forma a promover o transporte fluvial no Tejo.

“Quando os transportes públicos não dão resposta adequada, os utentes procuram o transporte individual e temos, por isso, muito mais carros a passar a ponte 25 de Abril”, lamentou.

Na terça-feira, o programa das jornadas de Os Verdes será feito todo em transportes públicos, com viagens no Metro Sul do Tejo, no comboio da Fertagus, no autocarro da Carris e no Metropolitano de Lisboa, terminando com uma conferência de imprensa na sede do partido.

Lusa