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Sociedade

Music Box: Do jornalismo por Lisboa para o conforto da Barquinha

8/05/2019 às 00:00
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Pérsio Basso é natural de Vila Nova da Barquinha. Foi ali que estudou, depois caminhou para o Entroncamento e na faculdade avançou para a o norte do Alentejo, para Portalegre onde fez a sua formação académica em jornalismo.

Gosta de escrever, da fotografia, da rádio, do vídeo. Ao fim e ao cabo gosta de todas as áreas da comunicação. E como tem a convicção de que a vida é o conhecimento continuou com outros estudos. Foi para Coimbra fazer uma pós-graduação em Direito da Comunicação. E depois no Instituto Politécnico de Tomar ainda fez outra em Desing Editorial, dez anos depois de ter entrado na vida profissional, para se manter atualizado.

O gosto pelo jornalismo veio da irmã. A irmã fazia informação, em casa, na Rádio Antena Jovem, da Barquinha. “Ela fazia notícias em casa, gravava e depois, na rádio, juntava a outras notícias”, explicou adiantando que nunca chegou a fazer rádio porque tinha uns dez anos. Só depois do curso é que experimentou jornalismo radiofónico na rádio Hertz, em Tomar.

Pérsio Basso afirmou que quando se candidatou à universidade ficou triste por ter entrado em Portalegre porque tinha a intenção de Lisboa, Coimbra e até Braga. Mas a opinião mudou quando cheguei, de comboio, e comecei a ver a serra verde e a opinião foi mudando. “Foi uma experiência gratificante, conheci pessoas fantásticas. Lembro-me de estar sentado cinco horas num café, na conversa. Há amizades que ainda hoje se mantêm”.

Começou a trabalhar, como estagiário, no Público e depois avançou como jornalista de investigação no Independente e que não o motivava. “Hoje em dia olho para jornalistas de investigação com grande admiração porque é um trabalho penoso. E penso, é por aqui que o jornalismo vai sempre continuar, é isto a essência do jornalismo”, disse acrescentando que, na altura, no independente era simples: “Se não é picante não interessa, tinha de ser escandaloso”. Depois voltou ao interior, para a rádio Hertz, até que deixou o jornalismo para se dedicar à comunicação institucional.

Foi com muito agrado que regressou à sua terra, a Barquinha. Pelas gentes, pelo património, pela qualidade de vida: “Saio de casa e em cinco minutos estou no trabalho, tenho sempre alio lugar de estacionamento”. E dá-lhe mais tempo para a família, para ser um pai presente que tenta estar sempre nas atividades dos filhos.

Quanto aos dias atuais, Pérsio Basso, reconheceu que a pós-graduação em direito da comunicação foi, do três, o curso mais chato, mas deu-lhe bases e um olhar mais técnico para aquilo que acontece nos novos tempos comunicacionais.

“Penso que há muita coisa por fazer no direito da comunicação. O mundo da justiça não consegue legislar ao mesmo ritmo e tempo dos avanços da comunicação. A comunicação hoje é uma máquina trituradora”, sustentou o responsável de comunicação da Câmara da Barquinha, quando abordou os novos desafios da comunicação, com a incidência das redes socais na vida atual.

Já no seu trabalho contacta com bandas, mas de outra forma. Trabalha para atrair pessoas para “encher a Barquinha”, para os espetáculos, para as empresas e para viver.

Pérsio Basso contou até uma história do passado da Barquinha: “O edifício dos Passos do Concelho foi construído com dinheiro de portagens. Como havia muito tráfego entre os barcos do Tejo e depois o transporte através de carroças para Lisboa, pela Barquinha, o então presidente da Câmara instituiu o pagamento de uma portagem. E assim arranjou dinheiro para construir o edifício dos Passos do Concelho”.