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20 set 2021
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Sociedade

"Mundo Rural" lança pré-aviso de marcha lenta em Lisboa (ATUALIZADA C/ ÁUDIO)

11/11/2020 às 09:57
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A organização da Concentração pelo Mundo Rural [que, no dia 22 de novembro de 2019, juntou 5.000 pessoas no Terreiro do Paço] não aceita a interpretação do Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) que vedou a prática da atividade venatória e da pesca lúdica nos 121 concelhos que integram a lista que tem medidas de confinamento parcial.

Este movimento considera que “é inexplicável que o ICNF, após tão árduo trabalho em cobrar milhões de euros em taxas, licenças, e que devia sobretudo defender e salvaguardar estas atividades, venha a ter uma atitude tão prejudicial com as mesmas, quando são estas, praticadas cumprindo com as regras da Direção-Geral de Saúde as que menos risco acarretam termos de contágio de Covid-19”.
Este movimento entende que esta decisão é “chocante e leviana” porque não há uma base científica que justifique esta proibição. E adianta que há um “protocolo celebrado com a Direção-Geral da Saúde para que estas atividades já de si seguras, decorram com risco zero!”
Ainda de acordo com este movimento que junta organizações de norte a sul do país: “Estas atividades são a alma, o sal da vida de milhares de portugueses, que as praticam, para ganhar força para aguentar a semana seguinte de trabalho, ocupando os seus tempos livres, em claro benefício pessoal, físico e psicológico, exercendo o seu direito ao bem-estar do ser humano, à qualidade de vida e à liberdade de cada um”.
Na mesma posição, tornada pública esta terça-feira, o movimento revela ainda que estas atividades geram direta e indiretamente, “muitos milhões de euros de receita e sem quaisquer despesas para o Estado, sendo o único suporte económico de algumas zonas rurais do interior, motivam aquisição de bens e serviços, designadamente, combustível, alojamento e restauração, e, mais importante, no caso da atividade venatória, desta dependem milhares de cães de caça maior que, com esta proibição, se tornam um encargo insuportável para matilheiros que os sustentam com os rendimentos que obtêm pelos seus serviços, bem como, todo o tecido empresarial que dinamiza cuida e dá vida ao Mundo Rural”.

André Grácio explica os objetivos do movimento pelo Mundo Rural

Desta forma o movimento reitera que esta é uma decisão sem bases cientificas e meramente política pelo que se conselho de ministros da próxima quinta-feira, dia 12 de novembro não revogue esta proibição ao exercício de toda atividade venatória e pesca lúdica, considerando-as como atividades essenciais à economia das áreas desfavorecidas, que obedecem a recolhimento, no âmbito do Estado de Emergência, ameaçam com a realização de uma marcha lenta, em Lisboa. Este protesto acontecerá, às 8:00, em dia e local já determinado, mas que só será divulgado, com 24 horas de antecedência, para impedir que, ao abrigo de regras especiais de segurança, a mesma venha a ser impedida ou boicotada.
O movimento reitera que “caso existam sinais que o ICNF e Governo estão dispostos a aceitar estes argumentos, o protesto será desmarcado”.