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Sociedade

Maria do Céu Albuquerque: “É necessário apoiar a pequena agricultura e promover a renovação geracional”

26/11/2019 às 00:00
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Num encontro com o Conselho de Presidentes da Confederação dos Agricultores de Portugal e a representar os 44 anos da CAP, a ministra da agricultura, Maria do Céu Albuquerque, deixou um convite a todos: “vamos, juntos, continuar a fazer da nossa agricultura parte da resposta a estes desafios que são de todos. Vamos, juntos, continuar a fazer da nossa agricultura um dos motores de desenvolvimento sustentável em três dimensões que, jamais, podem estar desconectadas entre si: a dimensão ambiental, a dimensão económica e a dimensão social”.

Maria do Céu Albuquerque destacou que “a nossa agricultura deu já importantes passos na digitalização, colocando a inovação ao serviço das pessoas, dos produtores e dos consumidores, aumentando o seu alcance, levando-a aos mercados globais, aproximando-a de quem, do outro lado, quer mais transparência”.

A agricultura é um dos setores da economia que está mais exposto aos riscos associados às alterações climáticas e à degradação do capital natural, como seja a erosão e a perda de produtividade do solo ou a escassez e falta de qualidade da água. É, então, fundamental que, cada vez mais, a exploração agrícola seja desenhada para a regeneração do ecossistema que lhe está subjacente”, avançou a responsável.

Durante a sua intervenção, Maria do Céu Albuquerque afirmou que é essencial “a presença de uma agricultura tradicional, mais próxima da natureza. (...) Queremos assegurar a atratividade da atividade agrícola, apoiar a pequena agricultura e promover a renovação geracional e, para isso, a presença de uma rede de agentes económicos no meio rural é fundamental. Há que dar continuidade aos apoios e ao rejuvenescimento do tecido social, nomeadamente das zonas rurais, e à promoção e reforço das estratégias e parcerias locais. Sim, valorizar a atividade agrícola e o espaço rural é valorizar o território e o desenvolvimento nacional”.

Ministra da Agricultura e Eduardo Oliveira e Sousa, presidente da CAP

Neste sentido, refere a Ministra da Agricultura que é necessário não esquecer de garantir mais e melhores respostas “da nossa Administração Pública, dirigidas aos Agricultores e às necessidades que motivam a procura de serviços públicos. Não esquecemos a relevância de simplificar procedimentos que, garantindo o acesso a ferramentas e apoios fundamentais, implicam, por vezes, burocracia que podemos, e devemos extinguir se queremos incentivar o empreendedorismo”.

Maria do Céu Albuquerque reforçou ainda a aposta da negociação da Política Agrícola Comum (PAC) pós-2020: “tudo faremos para alcançar um acordo político sobre a PAC e para que este seja benéfico para todos os agricultores europeus e para o desenvolvimento equilibrado e sustentável da União Europeia".