Pesquisar notícia
sexta,
17 set 2021
PUB
Sociedade

Mação: CLDS 4G continua a ser gerido por uma entidade local. Presidente reclama Eixo IV

22/01/2019 às 00:00
Partilhar nas redes sociais:
Facebook Twitter

A continuidade do CLDS 4G e a atribuição da sua gestão ao Centro de Proteção à Terceira Idade de Aboboreira foram aprovadas na reunião de Câmara de Mação, desta segunda-feira, dia 21 de janeiro.

À margem da reunião, Vasco Estrela, presidente da Câmara Municipal, explicou que uma vez mais o concelho foi desafiado a aceitar o CLDS e, neste sentido, teria de selecionar uma entidade coordenadora do projeto.

Posto isto, “a Câmara entendeu fazer uma reunião com as IPSS do concelho, com todas aquelas que poderiam ter esta coordenação”, disse, adiantando que a única que demonstrou disponibilidade em aceitar o projeto, foi o Centro de Proteção à Terceira Idade de Aboboreira.

“A Câmara entendeu que o CLDS devia de ser coordenado por uma entidade do concelho, não sendo obrigada a fazê-lo (…) É importante que fique registado para memória futura que esta foi a minha proposta”, reforçou o presidente.

Reunião de Câmara de Mação, desta segunda-feira

Em Mação, o programa vai incidir nos eixos II e III, ou seja, na Intervenção familiar e parental, preventiva da pobreza e na Promoção do envelhecimento ativo e apoio à população idosa.

No entanto, o presidente da Câmara Municipal mostrou o seu descontentamento por Mação não ser abrangida pelo Eixo IV, Auxílio e intervenção emergencial às populações inseridas em territórios afetados por calamidades e/ou capacitação e desenvolvimento comunitários.

Vasco Estrela referiu que pelo facto do concelho não ser abrangido no Eixo IV, implica que Mação não receba uma majoração de 50%, ou seja, cerca de 180 mil euros de apoio ao projeto.

Na sequência dos grandes incêndios de 2017 que ocorreram em Mação, o autarca disse mais uma vez não compreender.

“Não consigo perceber como é que há pessoas que têm coragem de assinar documentos e portarias destas. Há coisas que não consigo perceber”, lamentou o autarca.

Questionado sobre se tinha reagido, Vasco Estrela disse que “quase já não vale a pena reagir”. No entanto, deu conta que na carta que irá escrever para o Instituto da Segurança Social irá dar conta do seu lamento e da situação, que considera ser “inqualificável”.