Encerramento da FRASAM: “São 83 operários, 83 famílias, 240 pessoas que vão ficar pelas ruas da amargura” - Luís Alves

Sociedade 2018-12-05

Ao fim de 118 anos de atividade, calou-se o apito da fundição. Aquele que nos fazia dispensar o relógio e que acertava as nossas horas. Na última Assembleia Municipal de Abrantes, realizada a 30 de novembro, Luís Alves, presidente da União de Freguesias de S. Miguel do Rio Torto e Rossio ao Sul do Tejo, pediu a palavra para dar conta da preocupação que assola a freguesia “e que nos devia preocupar a todos no concelho”.

Já tivemos um despedimento de 40 pessoas, já com os papéis da suspensão. Estamos num mês crítico, que é o mês do Natal, o que torna os problemas muito mais agudos e prevê-se o despedimento das outras 43 pessoas. São, na totalidade 83 operários, 83 famílias, o que será um universo, feito por baixo, de 240 pessoas que vão ficar pelas ruas da amargura e, até agora, sem apoios ou, pelo menos, com um braço amigo que lhes possa dizer que estamos cá, estamos com vocês e vamos vencer isto juntos”, disse o presidente.

Luís Alves acrescentou que “o Rossio, que foi um polo industrial e de referência no concelho de Abrantes, está a ser esvaziado a pouco e pouco”. E deu os exemplos da Caixa Geral de Depósitos, do BPI, dos Correios “e agora são as Fundições”.

Queria partilhar com a Assembleia esta nossa preocupação”, disse, e pediu para que “não se esqueçam que são 83 pessoas que estão na rua, são 83 famílias e são 83 operários qualificados. Dos mais qualificados de uma empresa que é das mais antigas deste país”, concluiu o presidente da Junta.