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Sociedade

Abrantes: BE pede ação face a “pontos negros de trânsito” no concelho (C/SOM)

11/12/2019 às 00:00
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Na última sessão da Assembleia Municipal de Abrantes, o deputado municipal Pedro Grave (BE) trouxe à mesma o tema relativo a “pontos negros de trânsito” no concelho, com destaque para as localidades de Vale das Mós, São Facundo e Arreciadas, cujas situações atuais representam, disse, “risco elevado para a população”.

Relativamente à rua principal na aldeia de Vale das Mós, dois pontos negros: o estacionamento desordenado e caótico de ambos os lados, junto às pastelarias e WC público. O trânsito fica congestionado, complica as cargas e descargas e coloca em perigo os peões”, disse o deputado bloquista que referiu que o segundo ponto negro se prende com o “excesso de velocidade junto ao Café Central Paredes, zona onde moram algumas crianças. E se o último atropelamento já foi há algum tempo, o perigo está sempre à espreita”, concluiu.

Já na aldeia de São Facundo bem como na aldeia de Arreciadas (esta última na freguesia de São Miguel do Rio Torto), o deputado frisou que o ponto negro é o excesso de velocidade: em São Facundo, destacou a velocidade a que passam os veículos na Rua Principal bem como a “frequente situação de condutores que vêm no sentido Barrada - São Facundo e Bemposta - São Facundo que não param ao STOP, atravessando o cruzamento a considerável velocidade”. Já em Arreciadas, destacou o excesso de velocidade “por quem vem de São Facundo ou Vale Zebrinho”.

Pedro Grave, deputado municipal eleito pelo Bloco de Esquerda (Foto de arquivo Antena Livre e JA)

Relativamente a estes pontos críticos, o deputado municipal afirma que já foram realizadas “várias exposições por eleitos do Bloco de Esquerda em Assembleias de Freguesias, em reuniões de Câmara e do Conselho Municipal de Segurança” e que as respostas às mesmas “têm sido, invariavelmente, as mesmas: que os prevaricadores não cumprem o código da estrada, não têm consciência, não têm civismo e que não existem registos de ocorrências”.

Também se alega que as autoridades têm de reforçar o seu papel de fiscalização e atuar de forma eficaz face às infrações”, refere, assumindo “com toda a frontalidade” que o BE considera este “um discurso já gasto”.

Fundamentando a afirmação anterior, o deputado refere que “estes casos já se arrastam há anos, e as consciências dos prevaricadores não nos têm ajudado, nem a cumprir o código da estrada nem a terem boa conduta cívica”. Diz ainda que “as forças de segurança têm responsabilidade de dissuadir os prevaricadores mas é público que o seu efetivo é escasso e não conseguem chegar a todo o lado”, e salienta também que “os relatos e perigos de ação continuam a chegar ao nosso conhecimento quase todos os dias, por isso o BE recusa que, por não estarem registadas as ocorrências, não existam fundamentos para agir”.

Nesse sentido, o BE “convida quem de direito a ir a estes lugares e a outros e a falar com a população para verificar a efetiva razão das nossas exposições”. “É preciso agir e já”, reiterou o deputado, que assumiu a necessidade de deixar a passividade de lado e exemplificou ações que podem ser tomadas para eliminar os riscos como “colocar lombas, sinais luminosos”, apelando à autarquia, presidentes de Junta de Freguesia e demais entidades para evitar que ocorram aquilo que podem ser “tragédias”.

Em resposta a esta questão, interveio também o presidente da Junta de Freguesia de Bemposta, Manuel Alves (PS), que disse achar “que não temos competência para nos sobrepormos a quem tem essa competência”. Deu ainda o exemplo da freguesia da Bemposta, mais especificamente na EN2, uma estrada com tráfego relevante onde existe sinalização luminosa mas que mesmo assim há veículos “que passam lá a cento e muitos [quilómetros] à hora”.

O deputado socialista considera que aquilo que se passa se prende com as “irresponsabilidades, se calhar um pouco de todos nós”, garantido que “nós [autarcas] fazemos o nosso trabalho”.

PRESIDENTE DE CÂMARA REAGE À SITUAÇÃO DOS PONTOS NEGROS DE TRÂNSITO

"Existe um estudo no âmbito da Comunidade Intermunicipal que determina verdadeiramente as questões da sinistralidade, dos pontos negros dentro do nosso concelho. Esse estudo é feito com base em relatórios da PSP e da GNR, do IMT e de técnicos relacionados com estas questões”, diz o autarca que assume que “temos vindo a resolver situações pontuais”.

O problema é que há muita gente que funciona mal [em relação à condução rodoviária]”, reitera, assumindo no entanto que há também “muita gente que conduz com cuidado e que respeita as regras de trânsito”.

O presidente da autarquia diz que a solução não passa por colocar milhares de lombas ou semáforos pelos 714 km² do concelho. Manuel Jorge Valamatos explicou que colocar uma lomba pode “resolver uma situação mas criamos outros problemas com os quais temos que ter toda a atenção”, como a passagem de ambulâncias por esses locais: “uma lomba pode ser a morte de um politraumatizado. Existem contraindicações para a colocação de lombas por tudo quanto é sítio. Não é uma coisa que se possa proliferar por tudo quanto é sítio”.

É evidente que a GNR e que a PSP têm que nos ajudar a regular aquilo que é a atividade dos movimentos dos automóveis”, diz Manuel Jorge Valamatos, dando conta de que no Município tem sido “reforçada sinalização” e que os pontos negros estão sinalizados.

Ana Rita Cristóvão