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Região

Semana Santa e Páscoa só em 2022 ( e a ver vamos...)

8/03/2021 às 09:11
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A pandemia está a levar muito da vida de todos. Depois de um 2020 em que o país quase que parou, 2021 não se afigura muito diferente. A um mês de um dos momentos altos na região, Semana Santa e Páscoa, o Jornal de Abrantes foi saber o que está previsto em Constância e Sardoal.

Com a Semana Santa a ter início a 28 deste mês, Miguel Borges, presidente da Câmara Municipal de Sardoal afirma que “vai ser um ano que, em princípio, não será muito diferente do ano anterior e muito diferente daquilo que foi há dois anos”.

Em termos de situação pandémica, “não sabemos bem como é que vamos estar daqui a um mês mas não vai ser aquela Semana Santa a que estamos habituados”, garante o presidente. No entanto, a data não vai ser “esquecida” e, afirma Miguel Borges, “já estamos a preparar algumas situações para não deixar passar despercebida a nossa Semana Santa”.

Um concurso de desenho digital de pintura de tapetes, em articulação com a Escola, continuar com o Projeto Capela e “também algumas situações articuladas com a Filarmónica” são algumas das atividades que irão ter lugar. Ou seja, “nós vamos assinalar a Semana Santa e a Páscoa, não da forma que todos estão habituados mas será de uma forma diferente”. Miguel Borges lembra que “o ano passado fomos praticamente apanhados desprevenidos, porque foi quase em cima do início do confinamento e este ano já sabemos mais ou menos com o que contamos. Na pior das hipóteses, vamos estar confinados, segundo o que dão a entender o senhor Presidente da República e o senhor Primeiro-ministro”.

Sardoal terá então “imaginação suficiente para lembrar estes momentos tão importantes da nossa vida vida comunitária”.

Em Constância, a Páscoa é o momento alto do concelho com a realização das Festas do Concelho / Festas de Nossa Senhora da Boa Viagem. Diz o presidente da Câmara Municipal, Sérgio Oliveira, que “não nos parece que hajam condições para fazermos as Festas nos moldes habituais” e avança que “o que estamos a preparar é uma cerimónia simbólica para não deixar de assinalar quer o Feriado Municipal, quer o Dia de Nossa Senhora da Boa Viagem. Será algo muito reduzido em termos de participações e apenas para não deixar cair no esquecimento este dia importante para o nosso concelho”.


Plano B


O Governo irá anunciar, em 11 de março, as medidas para iniciar o desconfinamento no país e o Jornal de Abrantes quis saber se os municípios têm “plano B”, em caso de alívio das medidas.

“Mesmo que o desconfinamento se inicie, eu acho que não há condições para fazer as Festas, atendendo a que são em espaço público, aberto, sem a possibilidade de fazer controlo de entradas”, refere Sérgio Oliveira. Para o autarca, “estar a fazer umas Festas, com a dimensão que as Festas do Concelho de Constância têm, mas só para meia dúzia de pessoa, acho que não faz sentido fazê-las”, pois, Para Sérgio Oliveira, “o principal objetivos das Festas – para além da projeção do concelho a nível cultural e turístico – é ajudar a economia local, nomeadamente as associações, as coletividades e o comércio local”.

Não dando para “fazer as tasquinhas nos moldes habituais e as ruas embelezadas como habitualmente, com ou sem desconfinamento, não vivemos tempos para grandes aventuras”.

Já em Sardoal, “o plano B, podendo as coisas correr normalmente, será o abrir as portas das nossas capelas e haver tapetes de flores”. No entanto, Miguel Borges diz não acreditar nessa possibilidade, adiantando que “nem é desejável”. Relembra que “há um ano estávamos com números muito mais favoráveis do que aqueles que estamos hoje”. Num exercício de imaginação, e “daqui a um mês os números vão ser menos favoráveis do que tínhamos há um ano? É é tempo de termos ainda alguma contenção. Enquanto não houver imunidade de grupo, as coisas têm que ser feitas com todas as cautelas porque ninguém quer uma 4.ª vaga”.

O impacto nas vilas


“Além de todo o impacto sentimental, é claro que também há impacto em toda a dinâmica da nossa economia local”, refere Miguel Borges que lamenta o facto de “os nossos comerciantes não poderem aproveitar esta altura para fazerem o seu negócio com os milhares de pessoas que nos visitam”. “É mais um revés”, declara.

Em Constância, a nível económico repete-se “o impacto que já teve no ano passado e vai ter novamente agora a nível do comércio local e das associações”, agravando-se este ano pois, segundo Sérgio Oliveira, “as associações estão praticamente há um ano sem fazer atividades e apesar de a Câmara Municipal continuar a assegurar o pagamento das despesas fixas, algumas associações continuam a ter algumas dificuldades”. No comércio local, “se o ano passado foi difícil, este ano muito mais difícil é porque têm os estabelecimentos encerrados há várias semanas e o período das Festas era um balão de oxigénio”.


A comunidade


Sérgio Oliveira reconhece que também no concelho de Constância “as pessoas já acusam algum grau de saturação do facto de estar fechado, estar confinado, não haver convívio social” mas, para o presidente da Câmara “temos que pensar positivo, pensar que vamos ultrapassar esta situação difícil e que este esforço coletivo que estamos a fazer é necessário para a ultrapassar”.

A cerimónia simbólica ainda está a ser articulada entre a Câmara Municipal, Assembleia Municipal e a Paróquia de Constância.

Em Sardoal, Miguel Borges também refere que “principalmente, o que queremos é que as pessoas tenham saúde e que, para o ano, possam vir ao Sardoal com toda a segurança. Esta Páscoa ainda não nos vai trazer essa segurança, por isso, é importante que continuemos com saúde”.

Em Sardoal também não há qualquer indicação a respeito das cerimónias religiosas “mas este mês vai ser decisivo para sabermos o que vem em termos de desconfinamento. “Sendo certo”, refere Miguel Borges, “que o desconfinamento não será tudo. Uma coisa é desconfinar, outra é continuar a cumprir as regras”.

Patrícia Seixas