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Região

Há cada vez mais postos sem combustíveis

17/04/2019 às 00:00
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Filas de carros nos postos de abastecimento onde ainda há gasóleo e quase nenhuns onde apenas resta a gasolina marcam o terceiro dia de greve dos motoristas de matérias perigosas no Porto, que mantêm Governo e ANTRAM sob mira.

Em Abrantes, a situação parece complicar-se, na medida em que há bombas já sem combustível e muitos dos automobilistas veem-se obrigados a sair da cidade para abastecer.

Fila de carros em Alferrarede, Abrantes, na corrida às bombas 

O primeiro-ministro, António Costa, disse hoje que o Governo está a desenvolver contactos para o alargamento dos serviços mínimos a todo o país, para minorar os impactos da greve dos motoristas de matérias perigosas.

"Estamos a desenvolver contactos com as partes tendo em vista que possa haver um acordo quanto ao alargamento dos serviços mínimos para cobrir as necessidades fora das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto", afirmou António Costa, em declarações aos jornalistas em Braga.

O primeiro-ministro disse esperar que ainda hoje aquela situação fique resolvida e que, "tão breve quanto possível", as partes envolvidas no conflito laboral se sentem à mesa e a greve possa ser superada.

O objetivo é assegurar "o abastecimento mínimo" em todo o país, sublinhou.

"Se não houver acordo, o Governo naturalmente assumirá as responsabilidades quanto à fixação dos serviços mínimos", acrescentou.

António Costa disse ainda esperar "que o bom senso impere".

Segundo o primeiro-ministro, as forças de segurança e as Forças Armadas estão já mobilizadas e preparadas para assegurar o transporte dos combustíveis, "caso seja necessário".

"Temos já identificados os recursos quer nas forças de segurança, quer nas Forças Armadas que nos permitem alargar a intervenção em caso de necessidade", adiantou, apelando aos consumidores para que "não se precipitem" na afluência aos postos de abastecimento.

Na terça-feira, alegando o não cumprimento dos serviços mínimos decretados, o Governo avançou com a requisição civil, definindo que até quinta-feira os trabalhadores a requisitar devem corresponder "aos que se disponibilizem para assegurar funções em serviços mínimos e, na sua ausência ou insuficiência, os que constem da escala de serviço".

No final da tarde de terça-feira, o Governo declarou a "situação de alerta" devido à greve, avançando com medidas excecionais para garantir os abastecimentos e, numa reunião durante a noite com a ANTRAM e o sindicato, foram definidos os serviços mínimos.

Militares da GNR estão de prevenção em vários pontos do país para que os camiões com combustível possam abastecer e sair dos parques sem afetarem a circulação rodoviária. 

Bombas na A23 - muitos dos automobilistas veem-se obrigados a sair da cidade para abastecer.

C/Lusa