PSD questiona Governo sobre ausência de postos de abastecimento elétrico no Médio Tejo

Política 2019-09-05

O PSD questionou hoje o Governo sobre a ausência de qualquer posto de abastecimento para veículos elétricos no Médio Tejo, apesar do protocolo assinado há mais de dois anos com a Mobi.E.

Numa pergunta endereçada ao ministro do Ambiente e da Transição Energética, os deputados do PSD eleitos por Santarém lembram que o protocolo entre a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Médio Tejo e a Mobi.E, entidade do Ministério do Ambiente, para a instalação da rede de abastecimento de viaturas elétricas na região, foi assinado no âmbito da entrega de 13 veículos elétricos para os centros de saúde dos concelhos que integram esta CIM.

“Quase três anos depois não há qualquer posto da Mobi.E a funcionar e, dos três que foram implementados, verificou-se que não estavam certificados”, afirma o deputado Duarte Marques numa nota enviada às redações, na qual salienta o facto de os centros de saúde terem sido “obrigados a criar condições próprias para este abastecimento”.

Na pergunta endereçada a João Matos Fernandes, os deputados social-democratas questionam se existem outras situações “em que outros concelhos de Portugal, apesar de terem estabelecido contratos para tal, se encontrem sem postos de abastecimento de viaturas elétricas a funcionar”, bem como quais os concelhos do país que ainda não têm postos de abastecimento de viaturas elétricas.

Questionam ainda sobre que medidas vai o Governo tomar para resolver o “incumprimento por parte da Mobi.E” e como justifica “o incumprimento reiterado dos compromissos assumidos por esta empresa pública, sob tutela do ministro do Ambiente, com os municípios do Médio Tejo”.

Esta quarta-feira, em Abrantes, e questionado sobre este tema, o ministro do Ambiente e da Transição Energética disse que “cada vez mais são promotores da instalação de carregadores entidades não públicas”. João Pedro Matos Fernandes garantiu que “até ao final deste ano, todos os concelhos do país serão dotados de carregadores, ainda da rede pública, que será colocada a concurso para a sua concessão e exploração e, naturalmente, os concelhos do Médio Tejo beneficiarão dessa mesma colocação de carregadores que sabemos que ainda estão em falta”.

C/ Lusa