PSD questiona Governo sobre apoios a prejuízos da tempestade Elsa

Política 2020-01-10

O PSD quer saber que medidas está o Governo a tomar e se vai conceder apoios aos municípios que tiveram prejuízos avultados com a passagem da tempestade Elsa por Portugal, nomeadamente pela região centro do país.

Os deputados Duarte Marques, Isaura Morais, João Moura e Cláudia André apresentam três perguntas muito concretas direcionadas ao Ministério da Modernização Administrativa e da Administração Pública. Querem saber os social-democratas se o Governo já tem algum levantamento feito dos prejuízos causados pela tempestade que assolou o país entre os dias 16 e 22 de dezembro do ano passado; que iniciativas pretende desenvolver para “apoiar os municípios afetados pela depressão Elsa a repor as infraestruturas públicas danificadas”; e por último se o Governo já desenvolveu, ou pretende desenvolver, iniciativas no sentido de apoiar os "cidadãos e empresas afetados pelo mau tempo, em particular pela “depressão Elsa” e que não estejam protegidos por seguros, a recuperar dos prejuízos causados."

No enquadramento destas perguntas os deputados do PSD revelam ter tido conhecimento de um levantamento que está a ser feito pela Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo [já concluído e que aponta prejuízos de 6,7 milhões de euros em dez dos 13 municípios]. E revelam os valores dos prejuízos apontados por alguns dos municípios [Sardoal (1,6 milhões de euros), Abrantes (1,1 milhões euros), Mação (2 milhões de euros), Vila Nova da Barquinha (1,5 milhões de euros), Vila de Rei (650 mil euros), Torres Novas ou Ourém(200 mil)] para depois fazerem notar que existirão outras regiões do centro do país a necessitar de apoio do Governo. E para os social-democratas esses apoios poderiam “ser diretos, de uma linha de crédito ou até de mobilização de fundos europeus para fazer face aos prejuízos causados por estas causas naturais.”

Ainda no enquadramento feito para a ministrada Modernização Administrativa e da Administração Pública os deputados eleitos por Santarém e Castelo Branco revelam ainda que “não tendo sido destruídas ficaram numa situação de enorme fragilidade que obriga a uma intervenção imediata para evitar situações perigosas para a segurança de pessoas e bens.”