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26 set 2021
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Política

Candidatos à Câmara tomam posição em defesa do antigo mercado diário, só o PS apoia o multisusos (C/ÁUDIO)

2/07/2021 às 11:03
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Os “Amigos do Mercado”, PSD, BE, ALTERNATIVAcom e CDU defendem o regresso do mercado de Abrantes ao antigo edifício, de onde saiu em 2010, depois de este ter sido encerrado pela ASAE. O PS defende o processo que está em curso com a adjudicação da elaboração do projeto de reconversão do antigo edifício do mercado em pavilhão multiusos de Abrantes.

No dia 1 de julho, dois anos depois da primeira ação em defesa do regresso do mercado ao seu antigo edifício, o movimento de cidadãos “Amigos do Mercado” voltou ao local, desta vez com as posições dos partidos e movimentos independentes que se vão apresentar a votos no dia 26 de setembro.
O movimento não concorda com as decisões que o Município de Abrantes tem seguido em relação a este processo, não concorda com a sua reconversão em multiusos e não concorda com a atual localização do mercado diário.

A luta tem apontado à recuperação do edifício do antigo mercado e a colocação dos vendedores de novo neste espaço.

Neste sentido o movimento que tem como porta-voz José Rafael Nascimento, voltou a juntar à porta do edifício algumas pessoas e três candidatos à Câmara Municipal de Abrantes.

Vamos por partes, o movimento convidou os quatro partidos e um movimento de cidadãos que já apresentaram candidatos à Câmara Municipal de Abrantes para, à porta do antigo mercado, poderem dizer quais são as suas posições em relação a este assunto.

Começou José Rafael Nascimento a explicar que o movimento, apartidário, quer apenas que a Câmara Municipal altere as decisões que tem tomado e que promova a requalificação do antigo edifício, fechado em 2010 pela ASAE, e que para ali possa transferir o mercado, de onde ele está atualmente.
Os “Amigos do Mercado” defendem: “a preservação integral do edifício do antigo Mercado, i.e., a rejeição absoluta da sua demolição (mesmo mantendo as fachadas); o regresso do mercado diário ao seu berço histórico, depois de requalificado com valências que gerem sinergias com o Mercado; e a dinamização do Mercado Municipal de Abrantes, como polo comercial, cultural e social da Cidade, em particular do seu centro histórico”.

José Rafael Nascimento finalizou a sua intervenção com a referência à iniciativa de há dois anos atrás, quando um grupo de cidadãos encheu os portões com flores, em defesa do edifício: “as flores podem ter murchado, mas não murchou a nossa determinação em defender o Mercado e tudo fazer para que ele regresse ao seu berço histórico e venha a ser atrativo, dinâmico e motivo do nosso orgulho”.

José Rafael Nascimento

O movimento “Amigos do Mercado” endereçou convites aos partidos e movimentos que têm candidatos apresentados à Câmara de Abrantes. PS e CDU declinaram o convite para estar presentes na sessão, mas enviaram as posições ao movimento.

A CDU “defende que o antigo mercado seja reabilitado, volte a ter as funções para que foi criado e seja posto ao serviço de comerciantes, agricultores e pescadores, servindo o espaço igualmente como um ponto de encontro da população abrantina”.

Posição da CDU de Abrantes

O PS também enviou a sua posição em relação a este assunto. “A posição do Partido Socialista e dos seus eleitos relativamente a este assunto é a mesma que foi apresentada pela atual maioria do executivo da Câmara Municipal de Abrantes”. Ou seja o apoio à reconversão do antigo Mercado Municipal de Abrantes em Edifício Multiusos, na perspetiva da sua reutilização ou adaptação como equipamento de resposta a uma nova realidade”.

posição do PS de Abrantes

O PSD esteve representado por Vítor Moura, o candidato a presidente da Câmara de Abrantes. Com posição, desde sempre, favorável ao regresso do mercado ao seu local original, o candidato apontou o despesismo do Município de Abrantes, mesmo que com dinheiros de fundos comunitários, em projetos que são “construídos em cima de uma muralha histórica”. Vítor Moura diz que não concorda com a solução apresentada pelo Município, aponta a exemplos de requalificações de outros mercados na região, mas deixa a nota, não basta pensar em voltar a colocar ali só vendedores, porque as realidades mudaram muito.

Vítor Moura, candidato do PSD à CM Abrantes

O candidato do ALTERNATIVAcom à Câmara de Abrantes vincou que edifício do antigo mercado coberto não deve ser demolido, mesmo mantendo as fachadas, que o mercado diário deve regressar ao seu edifício original, depois de renovado e requalificado, e que o “Mercado Municipal de Abrantes deve ser competentemente dinamizado, com base numa estratégia eficaz de design, comunicação e marketing”. Vasco Damas disse ainda que lamenta a “posição autocrática, obsessiva e obstinada do executivo municipal do Partido Socialista” e que não concorda com o que diz ser a instrumentalização dos jovens na defesa da construção de um multiusos.

Vasco Damas, candidato do ALTERNATIVAcom à CM Abrantes

Armindo Silveira, candidato do Bloco de Esquerda a presidente da Câmara de Abrantes, começou por deixar aquilo que foi a história deste processo, desde o Plano de Urbanização onde estava prevista a demolição do edifício aos passos dados em Assembleia Municipal até à decisão apresentada no dia 30, pela maioria socialista, e que contou com o voto contra do vereador bloquista.

Armindo Silveira repetiu que defende a recuperação do edifício para voltar a ser o mercado diário da cidade de Abrantes considerando ser necessário reforçar a luta neste sentido.

O candidato do BE voltou a deixar as suas posições sobre este assunto: “Proceder à revisão do PUA para retirar a norma que estipula a demolição do edifício; iniciar o processo de classificação de imóvel como de interesse municipal; e preparar o regresso do mercado diário ao edifício original.

Armindo Silveira, candidato do BE à CM Abrantes

O movimento “Amigos do Mercado” aponta as eleições de 26 de outubro como clarificadoras, uma vez que este processo nunca foi escrutinado pelos cidadãos. Ou seja, nunca fez parte de nenhum programa eleitoral. Desse modo, José Rafael Nascimento, diz que as eleições autárquicas poderão ser decisivas para o futuro do antigo mercado diário de Abrantes.

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