ALTERNATIVAcom questiona autarquia sobre os números da Covid em Abrantes

2020-11-23

Depois de conhecido o erro da contabilização dos casos positivos de Covid-19 no concelho de Abrantes (203 em vez de 93 casos positivos entre os dias 6 e 19 de novembro) o movimento ALTERNATIVAcom, revela em comunicado que apoia a “decisão de se apurar responsabilidades” (anunciada pelo presidente da Câmara de Abrantes) e, com o intuito de facilitar o processo, deixa várias perguntas.

“Quais as verdadeiras, profundas e exatas razões que explicam o “registo deficiente”, as “notificações laboratoriais de casos antigos” e os “casos não contabilizados diariamente”, referidos pela delegada de Saúde Pública do Médio Tejo? Como puderam esses erros acontecer?
Que relacionamento existe entre a Câmara Municipal de Abrantes e a autoridade local de Saúde Pública? Por que razão o presidente da Câmara não articulou com esta entidade antes de emitir o primeiro comunicado?
Como se explica que não tenham sido dados os devidos esclarecimentos ao presidente da Câmara Municipal de Abrantes quando contatou as entidades de saúde e o Governo, designadamente quando o edil expressa a sua discordância relativamente à decisão tomada?
O que levou à publicação precipitada do primeiro comunicado (inclusive com uma redação descuidada), sem que tivesse sido esgotada a averiguação do problema, nomeadamente junto da delegada de Saúde Pública do Médio Tejo?
Que efetivo conhecimento e controlo tem a autarquia de Abrantes sobre a evolução da pandemia por COVID-19 no município? Como foi possível criar falsas expetativas junto dos cidadãos e, em particular, dos pequenos comerciantes e empresários afetados pela falta de clientes e pelo encerramento dos seus estabelecimentos?
Como se pode afirmar com credibilidade que “Estamos a defender a nossa comunidade” quando são patentes, pelos vistos há bastante tempo, todas estas debilidades? Que aderência têm estas palavras à realidade?”
O movimento independente conclui este comunicado “instando o presidente da Câmara Municipal de Abrantes a regularizar o relacionamento institucional com a delegada de Saúde Pública do Médio Tejo a identificar junto desta os reais motivos e consequências dos erros reconhecidos (e outros que porventura não tenham sido detetados) e a assegurar-se de que os mesmos não voltarão a ocorrer.”