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25 jul 2021
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Covid-19

Covid-19: Utentes da saúde do Médio Tejo identificam necessidades pós desconfinamento

26/04/2021 às 23:34
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Os utentes da Saúde do Médio Tejo defenderam hoje uma definição de "tarefas imediatas" a implementar para "preparar o futuro pós desconfinamento" e para a retoma da atividade social, económica e da prevenção e prestação de cuidados à população.

Em declarações à Lusa, o porta-voz da Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo (CUSMT) disse hoje ser "fundamental que se dê atenção às sequelas de quem já teve a doença" da covid-19 e defendeu que "urge" dotar os serviços de saúde pública de meios materiais e humanos" para que estes "cumpram a sua missão", tendo apresentado em Torres Novas (Santarém) uma listagem de "tarefas" que entendem prioritárias discutir e definir para "preparar o futuro pós desconfinamento" nos cuidados primários de saúde da região.

Com o aproximar da última etapa do plano de desconfinamento, e para além do acelerar da vacinação e dos cuidados de prevenção em relação à covid-19, Manuel Soares salientou a "necessidade do reforço do Serviço Nacional de Saúde [SNS]" e da "apresentação de propostas" na defesa de cuidados de saúde de qualidade e proximidade".

O documento, defendeu, deve servir como "base de reflexão e de discussão" de várias entidades, "desde autarcas a partidos políticos e movimentos independentes que se candidatem às eleições" autárquicas, que se realizam no outono.

Relativamente à pandemia, Manuel Soares notou que "em Portugal e no Médio Tejo os dados indicam melhorias quer no número de infetados, quer no número de óbitos", mas alertou para as "novas variantes [do vírus] que poderão levar a fenómenos de recrudescimento".

Além disso, acrescentou, é "fundamental" que se "dê atenção às sequelas de quem já teve a doença".

Em termos de saúde pública, a CUSMT lembrou que "o nível de saúde das populações é tanto maior quanto mais eficazes forem as ações de prevenção e a adoção de boas práticas de vida", pelo que é urgente “dotar os serviços de saúde pública de meios materiais e humanos para que cumpram a sua missão".

Referindo-se aos cuidados de saúde primários, Manuel Soares defendeu "a reabertura das extensões encerradas ou sem funcionamento", a "aquisição de Unidades Móveis de Saúde", a "instalação dos prometidos consultórios de dentista" e de "mais Unidades de Cuidados à Comunidade", para além da recuperação progressiva do acompanhamento de todas as patologias ‘não covid’ e incentivo aos rastreios e ao Plano Nacional de Vacinação", entre outras medidas.

No documento hoje apresentado, a CUSMT recordou ainda que "as urgências hospitalares são o fim da linha para muitos problemas de saúde e até sociais", tendo defendido para o Médio Tejo a "integração e divisão equilibrada no Centro Hospitalar (CHMT) dos diversos serviços espalhados pelas três unidades hospitalares" (Abrantes, Tomar e Torres Novas), a par da "extensão da Urgência Pediátrica (instalada em Torres Novas) às unidades de Abrantes e Tomar".

Além disso, defendem a "implantação de uma Urgência Básica em Ourém", o "reforço da idoneidade formativa" e a "recuperação das listas de espera de consulta e cirurgia", entre outras medidas.

Manuel Soares salientou ainda que "os meios rurais não podem, nem devem ficar sem serviços de medicamentos", manifestando-se "contra a deslocação sistemática de farmácias para as zonas urbanas" e preconizando o reforço dos “mecanismos de apoio à aquisição de medicamentos em meio rural".

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.109.991 mortos no mundo, resultantes de mais de 147 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 16.965 pessoas dos 834.638 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Lusa