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CHMT: PSD questiona orçamento e Conselho de Administração responde

14/12/2016 às 00:00
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Os deputados do PSD eleitos por Santarém questionaram esta semana o ministro da Saúde sobre as verbas a transferir do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) para o Hospital de Leiria, unidade que passou a receber utentes de Ourém.

Tendo destacado a "reivindicação compreensível e antiga da população" do concelho de Ourém, devido à maior proximidade geográfica de algumas freguesias em relação a Leiria, o PSD lembra ser necessário "assegurar que esta alteração não coloca em causa a prestação de cuidados aos restantes utentes e que o Ministério da Saúde garante as condições necessárias para compensar as consequências desta alteração" no CHMT, composto pelos hospitais de Abrantes, Tomar e Torres Novas.

"Um dos fatores que sempre impediram, de alguma forma, a referenciação das pessoas de Ourém para o Hospital Distrital de Leiria, foi o risco de insustentabilidade do CHMT provocado pela perda dos utentes de Ourém para Leiria e as devidas consequências, não só financeiras, mas também em matéria de garantia dos números de atos médicos suficientes para garantir a qualidade dos cuidados prestados", lê-se na pergunta enviada ao Governo.

No entanto, Carlos Andrade, presidente do Conselho de Administração (CA) do Centro Hospitalar do Médio Tejo, afirmou que o CHMT “não tem sentido flutuações de utentes, nomeadamente de Ourém, em favor de preferirem Leiria ao Centro Hospitalar do Médio Tejo”.

No que diz respeito a verbas, Carlos Andrade afirmou que “não há nenhum impacto orçamental no Médio Tejo por força do mecanismo da livre escolha”. O presidente do CA explicou que “o pagamento não é feito por cidadão ou habitante” mas sim por “prestação de cuidados”. “O financiamento dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde é feito pela produção que eles geram. Ora, a nossa produção não diminuiu em nada, antes pelo contrário. Este ano fecharemos com aumentos de produção em variadas linhas bastante significativos”, adiantou o responsável.

Em jeito de conclusão e para fechar o tema, Carlos Andrade disse que “naquilo que formos capazes de fazer, o Ministério acompanha-nos. Não há nenhum impacto financeiro no orçamento do Centro Hospitalar, até porque a atividade aumentou”.