Festas Constância: Amarelo lança projeto a solo e espera “comemorar o domingo de Páscoa todos juntos”

Música 2019-04-19

Natural de Lisboa, residente no Entroncamento mas com a vida profissional ligada a Constância há 10 anos, Sérgio Fernandes, 37 anos, é "Amarelo", artista convidado para o palco principal das Festas de Nossa Senhora da Boa Viagem, no domingo, 21 de abril. É professor de Hotelaria na Escola Luís de Camões.

Encontrámos Amarelo junto ao Zêzere, num espaço em que também já “tomei conta e que me diz muito”. Mas porquê Amarelo, de onde vem este nome? - questionámos. “Amarelo já vem desde os tempos de escola. Era a minha alcunha por ser muito loiro e o nome pegou. Na música, tornou-se depois mais fácil utilizar essa alcunha”, explica.

A música surge cedo na vida de Amarelo. “Em pequeno, na rua Ivens de Carvalho, no Chiado, em Lisboa, havia uma loja de discos ao lado do restaurante onde o meu pai trabalhava. O senhor da loja estava sempre a dar-me discos para eu ouvir e eu ficava fascinado com aquilo tudo. Havia discos do Marco Paulo e eu adorava brincar com o microfone, como o Marco Paulo fazia”.

E foi aí que tudo começou, apesar de “nunca estudar música, isso só aconteceu mais tarde, mas comecei a entrar em bandas e a ter os meus próprios projetos”.

Toca guitarra, “dou uns toques” no piano e é “um bocadinho autodidata” até porque “as minhas músicas, sou eu que escrevo e que componho”.

O ano de 2019 é o do lançamento do 1º álbum de originais de Amarelo “que neste momento é um EP mas será um álbum no final do ano”.

O convite para estar presente nas Festas de Constância “surgiu de forma natural pois a Câmara tem-me apoiado nos meus projetos e já fizemos alguns trabalhos juntos”.

Para além do seu projeto a solo, Amarelo integra um outro projeto, com uma banda “mais de brincadeira e de boa disposição. É mais para as festas”.

Começou “a sério” na música aos 17 anos, “portanto, já lá vão 20 anos” e tem corrido Portugal Continental e ilhas com a banda.

Em termos de Amarelo, este é o ano zero” mas já conta com marcações para outros outros eventos, como é o caso “da Festa dos Tabuleiros, em Tomar, a 1 de julho, e as Festas de Ponte de Sôr, a 7 de julho”. Apesar de estar a dar os primeiros passos, o projeto Amarelo já tem vindo a ser trabalhado “há imenso tempo” mas só o ano passado “houve aquela coisa de achar que estava na hora de avançar, que já havia maturidade para assumir o projeto”.

Quanto ao que será o espetáculo em Constância, “sabendo que, neste primeiro álbum vou retratar algo tradicional, que é o fado, peguei em alguns temas, dei-lhe uma roupagem mais pop e torno-o bem-disposto. Vai ser um concerto com muita alegria e tentar dinamizar o público ao máximo”.

Para além disso, Amarelo vai apresentar os “quatro temas originais que já estão a ser trabalhados em estúdio”. Para escrever, tudo o que gira à sua volta o inspira. “Qualquer coisa é boa para escrever, desde o facto de termos que nos levantar para irmos trabalhar como a parte mais romântica da vida”.

Espera “casa cheia” pois tem “uma boa relação com o concelho e vamos comemorar o domingo de Páscoa todos juntos”.

Na música, diz que “posso ir até onde quiser e me deixarem”.

Patrícia Seixas