Fenprof sai da reunião com o ministro da Educação sem «uma única resposta»

Educação 2020-01-22
Mário Nogueira (DR)
Mário Nogueira (DR)

A Fenprof não espera soluções para os problemas dos professores e da educação tão cedo, afirmou Mário Nogueira à saída de uma reunião com o ministro da Educação, que não deu “uma única resposta” aos docentes.

“Se entrámos aqui com algumas preocupações, saímos com as mesmas e, nalguns casos, até com preocupações acrescidas, porque não houve respostas”, declarou o secretário-geral da Federação Nacional de Professores (Fenprof).

Em declarações aos jornalistas, Mário Nogueira lamentou que o ministro não tenha adiantado esclarecimentos sobre as prioridades para esta legislatura e sobre a concretização de algumas intenções que já foram anunciadas, apesar de Tiago Brandão Rodrigues ter insistido na abertura do Governo para o diálogo.

“O que nos parece é que o senhor ministro considera que o diálogo e a negociação têm que decorrer de acordo com as regras que são impostas pelo Ministério”, reagiu o sindicalista.

Segundo o secretário-geral da Fenprof, a prioridade para a educação deve passar por tornar a profissão de docente atrativa, acrescentando que a falta de professores nas escolas é uma tendência que se está a generalizar e que “se é para continuar assim, a escola vai sofrer”.

Mário Nogueira adiantou ainda que a Fenprof vai manter a greve nacional de professores e educadores no 31 de janeiro e a participação no protesto da função pública, marcado para o mesmo dia, acrescentando que os docentes se vão reunir num plenário nacional no dia 12 de fevereiro para discutir o Orçamento do Estado.

“Para podermos ter respostas, por parte do Ministério, que vão ao encontro dos anseios dos professores e daquilo que é necessário para que as escolas possam organizar-se e possam funcionar bem, os professores vão ter de lutar por isso”, sublinhou.

A Fenprof foi a última estrutura sindical de professores ouvida por Tiago Brandão Rodrigues, num dia que o ministro dedicou aos sindicatos do setor da educação e do ensino.

Horas antes, a Federação Nacional da Educação (FNE) tinha reagido de forma positiva à reunião com a tutela, reconhecendo a disponibilidade para ouvir os sindicatos sobre a organização do próximo ano letivo.

Lusa