Abrantes: Agrupamento de Escolas N.º 1 vê aprovado Plano de Inovação

2020-07-08

O Agrupamento de Escolas n.º 1 de Abrantes que no presente ano letivo iniciou um novo modelo de avaliação, vê agora aprovado pelo secretário de Estado Adjunto e da Educação, o Plano de Inovação (PI), que irá aplicar a partir de setembro.

A notícia também foi referida na última reunião da Câmara Municipal de Abrantes, com a vereadora Celeste Simão a explicar que se trata de um Plano que “pretende ter um sistema aberto de trabalho”.

Este plano de inovação visa “consolidar a nova abordagem relativa à Avaliação ao serviço das aprendizagens, em todas as escolas do Agrupamento, promovendo aprendizagens indutoras do desenvolvimento de competências de nível mais elevado, permitindo a gestão do currículo de forma flexível e contextualizada. O PI visa ainda uma alteração organizativa e de gestão curricular na Escola Básica do Rossio ao Sul do Tejo, para todos os anos do 1.º ciclo, e na Escola Básica e Secundária D. Miguel de Almeida, para os 5.º e 6.º anos. Pretende-se que, através deste plano, as Escolas Básica do Rossio ao Sul do Tejo e Básica e Secundária D. Miguel de Almeida, em particular, promovam uma autonomia responsável e solidária, onde todos possam aprender uns com os outros, e onde se desenvolvam e consolidem os valores que constam do perfil do aluno”, avança o Agrupamento.

O PI aplica-se a todas as escolas/anos do Agrupamento de Escolas n.º 1 de Abrantes. Pretende-se que, “de forma mais significativa, se promova o autoconhecimento, fazendo com que a aprendizagem seja um processo social em que os alunos, a partir da sua experiência, constroem significados. Pretende-se também valorizar as aprendizagens significativas numa perspetiva interdisciplinar e holística do conhecimento, estimulando permanentemente a perceção, a caracterização e a solução de problemas, de modo a que o aluno trabalhe conceitos de uma forma consistente, refazendo esses problemas em estruturas cognitivas cada vez mais complexas”.

De acordo com o PI do Agrupamento de Escolas n.º 1 de Abrantes, a organização/avaliação passa a ser semestral, deixando de ser por períodos letivos. Assim, tendo em conta o princípio de que a garantia do sucesso educativo assenta na qualidade das oportunidades de aprendizagem que se proporcionam na sala de aula, para o qual concorre a avaliação sistemática, ao serviço da aprendizagem (pelo professor e pelo aluno), “emerge como fator primordial um tempo mais alargado e mais dinâmico, focado na qualidade e interação que proporcione uma maior disponibilidade para a aprendizagem até ao final do ano letivo”. Outro aspeto fundamental, que o Agrupamento considera, é a informação sobre os resultados da avaliação formativa que têm de ser fornecidos ao aluno e respetivo encarregado de educação. Deste modo, em consequência, aumentará a possibilidade de o professor “reorientar” as suas estratégias e do aluno poder alterar as suas metodologias de trabalho e a sua forma de estar na sala de aula, num período de tempo mais consentâneo com o pretendido.

O Plano de Inovação que o Agrupamento de Escolas n.º 1 de Abrantes vê agora aprovado, não é apenas mais um plano, “mas sim um exercício de autonomia e de flexibilidade curricular, tendo em conta os contextos das várias escolas que o compõem. Com este plano, este Agrupamento pretende alcançar uma maior intencionalidade pedagógica, sendo o professor um mediador/fomentador do processo ensino/aprendizagem, criando espaços/atividades de aprendizagem apelativos e o aluno um aprendente participativo, que interage e reflete sobre a sua aprendizagem, relacionando conteúdos significativos de várias disciplinas, em simultâneo”.

O Agrupamento de Escolas n.º 1 de Abrantes acredita que “não é possível resolver problemas novos, que a sociedade e a educação hoje enfrentam, com soluções velhas. As novas soluções pensadas, estruturadas num quadro de reflexão constante, são o caminho que este Agrupamento pretende percorrer, para desenvolver nos seus alunos a capacidade de compreender as razões por detrás das coisas, ler, sonhar, falar e encontrar soluções por si próprio e, ao mesmo tempo, passar-lhes princípios éticos e valores humanistas que lhes permitam ser homens e mulheres livres”.

Ainda segundo a vereadora Celeste Simão, o PI tem uma vigência de quatro anos e será implementado já no próximo ano letivo. “É um plano que vai dar à comunidade educativa, tanto a professores como alunos, a oportunidade de fazer um trabalho diferente”, disse. A vereadora disse-se “muito satisfeita que este plano tenha sido aprovado por unanimidade no Conselho Pedagógico, no Conselho Geral e agora pela Secretaria de Estado. Isto para nós é importante porque teve o envolvimento de todos os professores e foi um plano construído pela comunidade educativa. E é isso que nós queremos, que as coisas comecem a partir de baixo porque só assim é que elas ficam devidamente alicerçadas no território”, concluiu Celeste Simão.

Tendo em conta a nova organização semestral, o PI prevê que o ano letivo 2020/2021 tenha o calendário seguinte: