Festlip, o festival que junta artistas da lusofonia, vai ser totalmente online

2020-06-16
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A edição deste ano do Festival Internacional das Artes da Língua Portuguesa (Festlip), que reúne artistas da lusofonia, vai acontecer de 18 a 23 de junho, em versão inédita totalmente ‘online’, anunciou a organização.

Apoiado pelo Camões Instituto e pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), a 12.ª edição do Festlip vai juntar artistas de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste para espetáculos, leituras dramáticas, teatro, exibição de filmes, debates, programação infantil, exposição e mostra 'gourmet'.

Os conteúdos artísticos serão transmitidos gratuitamente ao vivo, pela internet, através dos canais digitais do FESTLIP_On: facebook.com/festlip e youtube.com/festlip.

Da programação deste ano fazem parte os cantores, compositores e instrumentistas Paulo Matomina e Abel Dueré, de Angola, a cantora brasileira radicada em Portugal Luanda Cozetti e seu grupo, Couple Coffee, o DJ Mam, do Brasil, o cantor e músico John D’Brava, de Cabo Verde, a cantora Iragrett Tavares, de Guiné-Bissau, o cantor, compositor e baterista Otis Selimane, de Moçambique, o cantor, compositor e multi-instrumentista Yami, de Portugal, e o cantor, compositor e guitarrista Tonecas Prazeres, de São Tomé e Príncipe.

O programa “Som da Língua” está previsto para os dias 18 e 20, com três artistas por dia, em apresentações de 15 minutos cada, e, ao final do dia, decorrerá um ‘bate-papo’ entre os músicos.

Logo no dia 18, durante a abertura do festival, o Festlip_On apresentará o espetáculo teatral “A Terceira Margem do Rio”, de Guimarães Rosa, uma peça que conta com atores dos nove países de língua portuguesa e que foi dirigida pelo cenógrafo brasileiro Paulo de Moraes “de maneira inédita”: os ensaios decorreram no período de um mês, através de Skype, e o espetáculo foi montado presencialmente em cinco dias, no Brasil, em 2017.

No dia 21, o diretor brasileiro Moacyr Góes apresenta a produção "Ibsen Venusianas", com a participação da atriz brasileira Tânia Pires, do ator moçambicano Horácio Guiamba e da atriz portuguesa Susana Vitorino.

O debate “A voz feminina na língua portuguesa e em nossas sociedades”, que decorre dentro do FESTLIPencontros, será mediado pela pesquisadora brasileira e mestre em comunicação Maria Amélia Paiva Abrão, com as ativistas Cátia Terrinca, de Portugal, Loló Arziki, de Cabo Verde, e Solange Salvaterra, de São Tomé e Príncipe, como convidadas.

No âmbito da programação de cinema (FESTLIPcine), no dia 19, será apresentada a curta-metragem “Beleléu”, baseada no livro “A Deus”, de Leonardo Miranda.

As crianças também têm espaço nesta programação através do FESTLIPinho, que apresenta a curta-metragem infantil inédita “Blob – O dia em que o planeta mudou”, filmado especialmente para a linguagem digital durante a quarentena, com direção de Maria Clara Wermelinger.

O FESTLIPgourmet, que ao longo das 11 edições anteriores revelou especialidades culinárias dos países lusófonos, em menus criados especialmente para o festival pelos ‘chefs’ dos restaurantes parceiros, apresenta este ano “Doçuras de Portugal”.

Dois eventos estarão disponíveis em salas de vídeo das redes sociais do FESTLIP_On ao longo dos seis dias de programação.

Um desses eventos é o FESTLIPexpo, uma mostra de fotografias disponibilizada pelo Camões Instituto, sob o tema “O cinema português”, com imagens que traçam um panorama dos mais de cem anos do cinema português, destacando a sua diversidade e os períodos de maior vitalidade.

A outra iniciativa intitula-se “Peripécias Poéticas”, e reúne “Pílulas de Poesia”: vídeos com poemas de países lusófonos interpretados pela atriz Elena Iyanga, de Guiné-Equatorial.

Lusa