Pesquisar notícia
sábado,
18 set 2021
PUB
Concelhos

VN Barquinha: Família Farinha Maia doa coleção completa do jornal “O Moitense”

14/12/2018 às 00:00
Partilhar nas redes sociais:
Facebook Twitter

Os irmãos Carlos Manuel Farinha Maia, Eugénio Farinha Maia e herdeiros de José Fernando Farinha Maia (já falecido) doaram ao Município de Vila Nova da Barquinha os exemplares do jornal “O Moitense”, desde o nº1 ao nº 106.

O jornal funcionou no concelho no período de 1936 a 1945 e vai servir agora como fonte de trabalhos de investigação de factos da época.

Fernando Freire, presidente da Câmara Municipal e um entusiasta da história local, confessou-se “empolgado” pela doação da coleção “até mais pelo gesto altruísta das próprias pessoas, pois não acontece muito nos dias de hoje”.

O presidente realçou “a estima dos herdeiros em terem guardado a coleção que o pai tinha deixado” e também o facto de terem confiado no Município pois “sabem que fica em boas mãos”.

Fernando Freire acrescentou que a coleção completa do jornal “O Moitense” servirá agora para investigação por parte dos historiadores locais “num período conturbado da nossa história pois viveu-se nessa altura a II Guerra Mundial, o apogeu do salazarismo, algumas guerras republicanas e ainda alguns resquícios das guerras liberais”. Foi um jornal que “teve uma visão regional da questão” e tem “muitas notícias do Entroncamento, que na altura pertencia a Vila Nova da Barquinha, relatos de Tancos, da Atalaia, da Moita, da Praia... ou seja, relatos não da Moita mas da região”.

No jornal também se pode perceber “as histórias de coletividades que vinham do antecedente” e muitas crónicas onde, por vezes, se conseguiu fugir à censura.

Agora, a coleção completa de “O Moitense” vai ser digitalizada e disponibilizada e “enquanto eu estiver autarca”, afirmou o presidente, o objetivo “é disponibilizarmos o máximo que pudermos em suporte físico”. O espólio poderá integrar a Biblioteca Templária no novo Centro de Interpretação mas “para que este espólio não se perca, porque é único, vai ser digitalizado”.

“Para que as memórias não se percam”, concluiu Fernando Freire.