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Universidades escolhem Abrantes para debater a importância do rio

15/05/2018 às 00:00
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Abrantes recebeu, na segunda-feira, o seminário “Caminhos do Rio”, que decorreu no Parque Tejo, em Rossio ao Sul do Tejo, com um painel de convidados oriundos de várias universidades portuguesas e brasileiras.

O encontro esteve integrado numa reflexão que está a acontecer em vários pontos do país sobre a influência dos rios na evolução das cidades, com especial atenção para o rio Tejo.

À margem da sessão, Carlos Guardado, da Universidade de Lisboa, uma das entidades organizadoras do evento, explicou que o seminário já passou por Torres Vedras, decorreu em Abrantes por acolhimento do Município, tendo o seu termino em Lisboa esta quarta-feira e é um evento de natureza académica.

Segundo o responsável, a sessão em Abrantes teve como objetivo “cruzar, numa abordagem multidisciplinar e interdisciplinar, as temáticas mais diversas que cruzam o rio com a cidade”, como também “perceber o impacto do rio no desenvolvimento urbano (…) no desenvolvimento sustentável, no ordenamento do território” e de que forma “o rio influência o crescimento urbano e a economia”.

O evento “de natureza académica” envolve várias universidades, desde a Universidade de São Paulo, a Universidade Estadual do Maranhão, a Universidades Estadual de Goiás, a Universidade de Lisboa, a Nova de Lisboa, etc e pretende resultar numa “publicação cientifica”, avançou Carlos Guardado. O responsável adiantou ainda que no próximo ano serão publicados “os resultados destes encontros quer em Portugal, quer numa revista no Brasil”.

Carlos Guardado explicou que a envolvência de universidades oriundas de outras partes do mundo surge devido ao facto de já terem investigação realizada sobre a importância dos rios e porque, por outro lado, “a problemática em torno dos rios não é exclusiva do território nacional. Viemos a perceber isso, quer dos rios mais antigos, quer dos rios atuais”.

“Se as problemáticas [dos rios], as funções e os papéis são similares, provavelmente as respostas também serão idênticas. E a investigação permite estabelecer analogias, comparar os resultados e ter uma leitura muito mais ampla do que aquela que teríamos se fosse apenas localizada”, fez notar o responsável.

Questionado sobre o tema da poluição que tem afetado o rio Tejo, Carlos Guardado disse que o assunto também vai ser considerado nas diferentes intervenções do evento e considerou que o problema é nacional.

“Este rio, como os demais rios, não está isento de sofrer um caso ou outro [de poluição]. Queremos acreditar que foi um ato pontual. Ainda que tenha tido um grande efeito, não traduz o que é o rio. O rio não se pode ver somente por aquele caso que aconteceu há cerca de dois meses. E o problema não é de Abrantes, é um problema nacional”, reforçou.

A iniciativa, que aconteceu ao longo de todo o dia no Parque Tejo, foi uma organização conjunta dos municípios de Lisboa, Torres Vedras e Abrantes, com as Faculdades de Arquitetura e de Letras da Universidade de Lisboa, as Universidades Estadual de Goiás e do Maranhão (Brasil) e da Confraria Ibérica do Tejo.

Carlos Guardado a usar da palavra junto de Manuel Jorge Valatamos, vereador na CMA

Manuel Jorge Valatamos, vereador na Câmara Municipal, fez a abertura dos trabalhos que continuou com as intervenções de Hervé Théry (CNRS & Universidade de São Paulo), Maria de Fátima Costa (Universidade Federal de Mato Grosso), Lucy Merthi Martins Braga (GEOTRES UNICAMP), Conceição Trigueiros & Mário Saleiro Filho (Universidade de Lisboa, Faculdade de Arquitetura), João Serrano (Confraria Ibérica do Tejo), João Cosme (Universidade de Lisboa), Joana Meirim (Universidade Católica Portuguesa), Enrique Garcia Gomez (Ayuntamiento de Toledo) e António Carmona Rodrigues (Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Nova de Lisboa).

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