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Um multiusos, um centro cultural ou um pavilhão desportivo?

1/10/2019 às 00:00
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Um multiusos, um centro cultural e um pavilhão desportivo. Foram estas as necessidades apontadas por Manuel Jorge Valamatos, presidente da Câmara de Abrantes, na resposta a duas recomendações do PSD e BE a propósito da salvaguarda do antigo mercado diário de Abrantes. As bancadas das duas forças políticas apresentaram estas recomendações na Assembleia Municipal de Abrantes, na sequência de outras posições assumidas na defesa do edifício que tem andado na ordem do dia de grupos das redes sociais e da oposição.

Ambas as forças políticas voltaram à carga, face à ausência de soluções para o edifício que aparenta sinais de degradação mais evidentes.

Na resposta, o presidente da Câmara de Abrantes deixou a novidade sobre o futuro, vincando que qualquer decisão será apresentada aos deputados municipais. Valamatos disse, de forma clara, que Abrantes pode precisar, no imediato, de dois ou três equipamentos: Um pavilhão desportivo, um multiusos ou um centro cultural. E apontou a duas localizações: O antigo mercado diário e o campo do Barro Vermelho, que vai deixar de albergar o mercado semanal que irá transferir-se para o novo parque da Tapada do Fontinha.

O presidente foi mais claro ao dizer que está a negociar o cineteatro S. Pedro e que este processo terá implicações claras na definição dos equipamentos a desenhar. Se a Câmara ficar com o S. Pedro, caberá um multiusos no antigo mercado diário, salvaguardando todo o exterior do edifício, mas com a reconversão do interior para esse fim. Caso o cineteatro S. Pedro fique em águas de bacalhau, então a autarquia terá de pensar num centro cultural que possa abarcar auditório e, eventualmente, espaço para exposições. Valamatos deixou no ar essa ideia reforçada com o facto de não haver um espaço com condições para eventos, dando o exemplo da Feira Nacional de Doçaria, que ocorre no último fim de semana de outubro, e o qual tem de andar com tendas e aluguer de outras estruturas.

Após esta explicação de Manuel Jorge Valamatos, as bancadas dos dois partidos políticos que tinham apresentado as recomendações vincaram a necessidade da autarquia, pelo menos, fazer pequenas intervenções de cosmética, por forma a não deixar degradar ainda mais o edifício. “Pelo menos uma pintura exterior já poderia melhorar um pouco a imagem que o edifício está a passar”, foi defendido pelo BE.

O presidente afirmou que o espaço não está ao abandono e disse haver ali algumas atividades dinamizadas pelos jovens, mas que a solução não será de curto prazo, porque dependerá sempre de uma interligação com outros processos em curso. Depois haverá ainda os projetos e eventuais candidaturas a fundos de apoio. Resta saber se esta posição deixa os defensores do antigo mercado diário mais descansados quanto à ideia de uma demolição do edifício, que levou a muitas posições públicas.