TAGUS celebra 25 anos com casa cheia e “a crescer com o território”

Concelhos 2018-11-26

Foi no Tramagal, em concreto no Casal da Coelheira, que a TAGUS – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior, decidiu hoje assinalar os seus 25 anos de trabalho em prol do território onde opera.

A casa encheu de várias personalidades políticas, mas não só, de representantes de diferentes entidades a quem a TAGUS já se associou e apoiou ao longo deste quarto de século.

Os anfitriões, José Rodrigues e Nuno Falcão Rodrigues, responsáveis pela quinta de vinhos – Casal da Coelheira, foram os primeiros a usar da palavra. Deram as boas vindas a todos os presentes e felicitaram a TAGUS pelo trabalho desenvolvido em prol dos concelhos de Abrantes, Constância e Sardoal.

De seguida, foi a vez de Maria do Céu Albuquerque, presidente da direção da TAGUS e também da Câmara Municipal, que começou por dizer que “celebrar 25 anos é sempre um momento de grande importância” e que o ano de 1993 foi de facto “um ano muito bom e de projetos muito interessantes”.

“Sempre que celebramos um aniversário temos a obrigação de fazer um balanço para perceber onde é que já chegámos, mas também onde queremos chegar em conjunto”, considerou a autarca, tendo referido que a TAGUS “tem ajudado a alimentar uma relação que se quer entre pares, entre promotores, entre produtores locais, entre investidores e entre empreendedores”.  Agentes locais “que sentiram o apelo de fazer mais pela sua economia familiar, mas também pela nossa economia local e regional, dando corpo a uma estratégia de coesão territorial e de desenvolvimento social que todos nós aspiramos para o nosso território”, disse.

“Celebrar 25 anos é sempre um momento de grande importância” - Maria do Céu Albuquerque

Reportando-se aos 25 anos de trabalho em prol das comunidades rurais, Maria do Céu Albuquerque vincou que a TAGUS “tem pegado em fundos públicos, nomeadamente, aqueles que foram disponibilizados ao longo destes 25 anos por fundos comunitários (...) sempre na perspetiva de  acrescentar valor sobretudo aos territórios rurais, de baixa densidade populacional, no sentido de os capacitar  para fazer face àquilo que infelizmente acontece nos nossos territórios”.

“Hoje, olhar para esta casa cheia, de atores do território, daqueles que contribuíram ao longo destes 25 anos (...) é a melhor forma de dar início às celebrações”, disse a presidente, dando conta que “o facto de estarem aqui hoje connosco significa o apreço que têm pela atividade que têm vindo a desenvolver, como também, é um fator distintivo de apelo que fazem para continuarmos a lutar por esta coesão”.

Em declarações à Antena Livre, Conceição Pereira, técnica coordenadora da TAGUS, começou por referir que os 25 anos representam “uma data de comemoração e de reflexão”.

José Rodrigues e Conceição Pereira  

Para o dia de hoje, o objetivo foi perceber qual a importância efetiva que a TAGUS tem no território onde está implementada e, por isso, a Associação de Desenvolvimento convidou um conjunto de personalidades, que em conjunto com os agentes locais, pensaram como continuar a trabalhar e a potenciar os territórios rurais.

“Esta tarde quisemos focar-nos na importância que as Associações de Desenvolvimento Local têm, demonstrando à nossa comunidade o trabalho que esta Associação tem vindo a desenvolver ao longo destes 25 anos e depois utilizando os oradores, que vêm de fora, explicar a importância que temos nível nacional e europeu”, explicou Conceição Pereira.

Sobre a forte adesão ao momento, a técnica coordenadora disse que só podia ser “sinal que a TAGUS é uma Associação acarinhada. É sinal que temos a força da nossa comunidade local e depois temos aqui entidades muito diferentes, que apoiamos e que são nossos associados com quem estabelecemos redes de trabalho e que hoje estão aqui a comemorar connosco”.

Por último, e quando questionada sobre o que seria bom que acontecesse à TAGUS nos próximos 25 anos, Conceição Pereira disse que “era bom que as entidades que governam, seja por parte da União Europeia, seja por parte do nosso Estado português, valorizassem estas associações, respeitassem as suas ideologias e que nos fosse permitido continuar a sentir que temos um papel muito importante, em particular nos territórios rurais”.

Público presente

A tarde foi marcada por vários intervenções, entre as quais: Isabel Abreu, da Federação Minha Terra, que veio falar sobre “o contributo da abordagem LEADER no desenvolvimento dos países da União Europeia e perspetivas de futuro”. De seguida, foi a vez de Maria Custódia Correia, da Rede Rural Nacional, que falou sobre “o impacto do LEADER no desenvolvimento dos territórios rurais”. Depois, Jorge Brandão, da CCDRC, debruçou-se sobre o tema da “Estratégia de desenvolvimento local no contexto dos PO Regionais – o caso Centro 2020”.

António Figueiredo, da Quaternaire Portugal, dedicou-se ao tema do “Futuro do desenvolvimento local”. Conceição Pereira fez um olhar sobre a “a TAGUS – 25 anos a crescer com o território”. Elizete Jardim encerrou a sessão em representação do Governo e na qualidade de Diretora Regional de Agricultura de Lisboa e Vale do Tejo.

A cerimónia terminou em festa e com um bolo de aniversário que juntou à mesma mesa aqueles que se dedicam ao crescimento da região.