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Sardoal: Maioria PSD na AM aprova Contas de 2018, PS abstem-se

3/05/2019 às 00:00
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A Assembleia Municipal de Sardoal, reunida a 30 de abril, aprovou as contas do exercício de 2018 da Câmara Municipal.

Na apresentação do documento, falou Miguel Borges, presidente da Câmara Municipal de Sardoal. “Este documento espelha a gestão das nossas contas mas o rigor que é feito, com determinados princípios, e o determinado grau de risco também assumido por nós”, começou por dizer o presidente. Miguel Borges explicou depois que “a nossa dívida baixou 418 mil euros e não temos pagamentos em atraso”. Relativamente ao prazo de pagamento por parte do Município, está em 43 dias e o autarca assumiu ser “muito” e ir “continuar a trabalhar no sentido de o reduzir, como temos feito nos últimos anos”.

Miguel Borges deu conta de “um dado que, à partida, pode parecer preocupante mas digo-vos que não é”, referindo-se ao resultado líquido do exercício “que é de 900 mil euros negativos” que, segundo afirmou, “tem uma explicação simples”.

E explicou: “há uma dívida da Barragem da Lapa para connosco no valor de 798 mil euros e o que é entendido agora é que essa dívida, tecnicamente, passou a fazer parte das previsões de cobrança duvidosa, o que vai implicar naquilo que é o resultado líquido do exercício. Ou seja, estes 798 mil euros da dívida que as Águas de Lisboa e Vale do Tejo tem para connosco,reflete-se depois negativamente. Juntando a isso há também, por exemplo, 70 mil euros da garantia do IFAP (Instituto de Financiamento da Agricultura e Pesacas), e que está no contencioso porque eles entendem que há projetos já com alguns anos que nós não executámos corretamente, de acordo com as regras da contratação pública e, como tal, não nos querem financiar uma parte de 70 mil euros. Nós não concordamos”.

Depois das explicações do presidente da Câmara Municipal, o deputado socialista Adérito Garcia disse que “da análise que fizemos aos documentos, as coisas melhoraram” e que “os problemas que têm ocorrido noutros anos continuam a acontecer”, dando como exemplo o “usar algumas receitas de capital que estão destinadas a investimentos para pagar despesas de funcionamento ou despesas correntes”.

Adérito Garcia comentou ainda que 2018 foi um ano “em que talvez pudesse ter sido feito mais”, acrescentando que “apresenta um grau de execução que nos parece fraco”.

Miguel Borges voltou a dar algumas explicações e anunciou que a diminuição total da dívida foi de 418 mil euros”, acrescentando que, “nos últimos quatro, cinco anos, diminuimos a dívida em quase um milhão de euros”.

As contas de gerência do ano de 2018 foram depois colocadas a votação, tendo sido aprovadas por maioria, com os 12 votos favoráveis da bancada do PSD e com a abstenção dos seis deputados do PS.