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Sardoal já conhece “Estratégia para o Futuro”

19/03/2018 às 00:00
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O Município de Sardoal apresentou no sábado, dia 17 de março, a Estratégia Integrada de Desenvolvimento de Sardoal, que delineia as orientações estratégicas globais para o futuro do Concelho, o Plano Estratégico de Desenvolvimento Turístico do Concelho de Sardoal e a também a nova Identidade Visual do Município.

Sob o lema “Sardoal – Estratégia para o Futuro”, o documento Estratégia Integrada de Desenvolvimento de Sardoal foi apresentado por Vânia Rosa, da Ernst & Young – Augusto Mateus & Associados.

A consultora traçou o perfil do concelho e retratou “um concelho no Centro, com perfil de baixa densidade, com uma dinâmica demográfica que introduz restrições à resposta económica e que pressiona a resposta social, uma coesão social como fonte de atratividade e pilar de qualidade de vida dos sardoalenses e o embrião de um ecossistema de produção artística que se sustenta na tradição ligada às artes e à criatividade”.

Destacou “um património natural que oferece ruralidade ao Sardoal, com hesitação entre oportunidade e limitação, o potencial de um impulso turístico resultante da sustentação de uma tradição religiosa com expressiva dimensão artística e o potencial de crescimento associado às atividades económicas identitárias e à coesão”.

Vânia Rosa apontou as quatro orientações estratégicas para consolidar a visão de futuro de Sardoal e estas passam por “garantir qualidade de vida e atratividade, afirmar o turismo religioso, estruturar o ecossistema criativo de produção artística e valorizar a dimensão rural”.

“Visão de futuro para o Sardoal: ser um território equilibrado, ligado aos seus recursos endógenos, polarizado pela vila histórica, sede de cultura religiosa e produção artística, articulado em redes de complementaridades. Missão: Assegurar o equilíbrio social e económico, com tónica na qualidade de vida”, lê-se no documento.

“É o ponto de partida para o muito trabalho que nós temos pela frente”, disse o presidente da Câmara Municipal.

“Depois da fase de reconhecimento daquilo que são os nossos recursos, este é o ponto de partida para transformarmos esses mesmos recursos num produto diferenciador, concorrencial e atrativo para que cada vez mais as pessoas nos possam visitar, mas também para captar mais e melhor investimento para o Sardoal”, afirmou Miguel Borges.

O objetivo é claro: “aumentar a capacidade de fixar as pessoas, aumentar a riqueza, dar dinâmica à nossa pequena economia local. No fundo, são documentos fundamentais, estratégicos, para que, com eles, possamos fazer chegar a nossa vontade de crescer àqueles que são os decisores, por exemplo, dos fundos comunitários, para que percebam que as coisas em Sardoal não são desgarradas mas que há um fio condutor, uma estratégia e uma riqueza que queremos transmitir”.

Conhecidos que são os pontos fortes do concelho, foram identificados também os pontos fracos. Para os ultrapassar, Miguel Borges diz que “a maneira mais eficaz é reconhecer que eles existem. Sem os identificarmos, nunca conseguiremos soluciona-los e ultrapassá-los. É claro que alguns deles nós já os conhecíamos mas agora o facto de os colocarmos num documento que é uma estratégia para o desenvolvimento da nossa região, é fazer crer àqueles que nos vão apoiar a importância de nos ajudarem a ultrapassar estes pontos fracos”.

Plano Estratégico de Desenvolvimento Turístico para o concelho de Sardoal

O Plano Estratégico de Turismo foi igualmente apresentado na sessão e foi Miguel Borges que o deu a conhecer.

Com este documento, pretende-se “estimular formas de cooperação e parcerias com diversas entidades, conduzir a um melhor aproveitamento das oportunidades de desenvolvimento e dos recursos do território, identificar condicionantes, bloqueios e problemas a resolver, colocar as questões críticas sobre a situação atual e identificar as questões chave e os desafios para o futuro, focar as intervenções sobre o turismo numa perspetiva de antecipação de futuros possíveis, estimulando a proatividade da política municipal, especificar os objetivos a serem alcançados, permitindo avaliar o curso dos acontecimentos, fazer o alinhamento de um conjunto de projetos e ações públicas e privadas num conceito de visão de futuro para o turismo no Concelho, organizar a comunicação interna e externa e alinhar estratégias de marketing com os objetivos estratégicos definidos”.

Também aqui foram conhecidos os pontos fortes e os pontos fracos do concelho. Sardoal tem a seu favor a localização, a história, o património religioso, a cultura, a natureza, a gastronomia e vinhos e a divulgação turística. Como pontos fracos, apresenta a falta de alojamento e de outros agentes turísticos, o património religioso degradado e acesso condicionado, a baixa notoriedade da marca Sardoal, a fraca sinalética de interesse turístico, a inexistência de um Museu/Centro Interpretativo e relevo e o pouco comércio e animação no Centro Histórico.

O documento refere que “para planificar o desenvolvimento do Turismo num Concelho com as características de Sardoal, é necessário pensarmos no longo prazo (dez ou mais anos), e concebê-lo como processo de mudança e projeto territorial, antecipando futuros e gerando dinâmicas. O presente Quadro Comunitário de Apoio - Portugal2020 poderá vir a possibilitar o financiamento de pelo menos parte do conjunto de ações identificadas a médio/longo prazo. Procurar-se-ão outras fontes possíveis de financiamento e, quando adequado, recorrer-se-á a verbas próprias. Pretende-se dirigir ações inseridas no quadro da estratégia que visam gerar mudanças em direção a uma situação desejada, ambiciosa mas possível com base nas condições do território, da hospitalidade das pessoas e na identidade local, para atrair os visitantes/turistas de forma sustentável”.

Como linhas de orientação estratégica, foi delineado a “afirmação da marca e melhoria da visitabilidade, fomentar o ecossistema criativo, valorizar o turismo religioso e patrimonial, valorizar o turismo de natureza e atividades associadas ao mundo rural e promover o alinhamento da iniciativa privada para o turismo”.

Programa Estratégico de Reabilitação Urbana

Delineadas as linhas de orientação estratégica para o futuro do concelho de Sardoal, há também que olhar para o edificado e melhorar o estado de conservação do Centro Histórico da vila.

A apresentação do PERU - Programa Estratégico de Reabilitação Urbana esteve a cargo de dois arquitetos, Pedro Costa e Ana Gomes, da Modo Associados. A arquiteta referiu que se “assistiu a um desenvolvimento do território nos últimos 30 anos” mas, “chegámos a um ponto paradoxal”. Ana Gomes explicou que “apesar de ter havido todo este desenvolvimento em termos de redes e infraestruturas, o edificado que já estava à data construído e que foi construído entretanto, chegou a um ponto em que começa a notar-se uma certa degradação”.

Com a delineação da ARU – Área de Reabilitação Urbana, em abril de 2015, “permitiu que os privados tivessem acesso a um conjunto de benefícios fiscais ao apostar na reabilitação”.

No entanto, o PERU dá também enfoque a um programa de investimento público que se estima que ronde os 8 milhões de euros nos próximos 15 anos”.

Miguel Borges explicou que “é objetivo desta reabilitação urbana ter um conjunto de investimentos para os próximos 15 anos que anda há volta dos 8ME. No âmbito do Plano e Ação para a Regeneração Urbana, dos 13 municípios do Médio Tejo, Sardoal é o terceiro com maior fatia deste bolo. É claro que temos investimentos fundamentais e estruturantes mas que têm que ser doseados no tempo e feitos com muito cuidado porque há sempre 15% que sai do orçamento municipal”.

Por isso, o autarca afirma que “não podemos, nem queremos, nem devemos e nem conseguimos de modo algum fazer tudo ao mesmo tempo mas vamos fazendo a nossa gestão de município pequeno mas que já é grande em património e em qualidade de vida e que quer crescer”.

Sardoal – Terra Pura

Desde sábado que o Município de Sardoal tem uma nova identidade visual. Sardoal – Terra Pura foi apresentado aos presentes na sessão por Paulo Monteiro, da Glorybox, nas suas várias formas e cores e, segundo Miguel Borges, é “uma imagem identitária do nosso concelho que queremos que as pessoas associem ao que de bom nós temos e que sirva ela também de atratividade”.