Pesquisar notícia
sábado,
25 set 2021
PUB
Concelhos

Manuel Jorge Valamatos - Dois anos de presidência da Câmara de Abrantes (C/ÁUDIO)

19/02/2021 às 15:00
Partilhar nas redes sociais:
Facebook Twitter

Manuel Jorge Valamatos assinalou esta sexta-feira, dia 19 de fevereiro, dois anos de presidência da Câmara de Abrantes. Manuel Jorge Valamatos foi o número dois da lista candidata do partido Socialista à Câmara Municipal de Abrantes em 2017, então liderada por Maria do Céu Albuquerque. No início de 2019 Maria do Céu Albuquerque foi chamada por António Costa para o governo português para a pasta da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural. Na altura, quando rumou ao governo, Maria do Céu Albuquerque renunciou ao mandato de autarca abrindo caminho à subida do número dois socialista à liderança dos destinos do Município Abrantino.

Numa entrevista à Antena Livre, emitida esta sexta-feira, o autarca de Abrantes faz um balanço destes dois anos e aponta o último como muito difícil por causa da pandemia.

Manuel Jorge Valamatos disse que, numa forma rápida, teve de se olhar para aquilo que era o programa de ação, da estratégia e fazer algumas adequações. Não houve uma alteração radical, mas sentiu a necessidade de criar “uma nova linguagem (…) reagir rápido e com um pensamento próprio”.

O atual presidente da autarquia diz que há uma marca que pensa que ficará patente: A democratização do território. E deu o exemplo de, em dois anos, ter transferido mais competências para as juntas de freguesia e ter transferido mais de dois milhões de euros para estas autarquias.

Quando assumiu funções, em 2019, tinha como bandeira as pessoas e as freguesias rurais. Questionado se essa bandeira se mantém, Manuel Jorge Valamatos diz que sim, que “temos procurado fazer um maior equilíbrio em todo o território. Não conseguimos fazer tudo, há sempre coisas para fazer”, afirmou o presidente da Câmara.

E à pergunta sobre o que é que mudou no “Néo” (nome pelo qual é conhecido em Abrantes Manuel Jorge Valamatos) nestes dois anos, o presidente da Câmara respondeu que “uma maior responsabilidade”. Afirma continuar a ser o mesmo Néo, diz que continua a ser o mesmo e que só mudou a responsabilidade que tem. Refere que antes, como vereador, tinha áreas específicas para trabalhar e agora tem de ter, forçosamente, um olhar mais geral sobre o concelho. “Acima de tudo mais responsabilidade”, diz o autarca vincando que não se pode fazer tudo ou como se quer porque há regras e leis que têm de ser cumpridas.

Estes dois anos tinham um caminho definido pelo novo elenco autárquico, muitas coisas continuam a ser feitas nessa linha, mas foi rasgado, completamente, pela pandemia. “Tem sido uma pressão enorme (…) tem estrangulado muitas ações que quereríamos ter feito. Já gastamos mais de um milhão de euros no combate à Covid ou no apoio a entidades, ou população”.

Manuel Jorge Valamatos disse que os lares de idosos foram uma das grandes preocupações e uma angústia. Dando o exemplo do Lar do Pego que teve um dos grandes surtos da região. O presidente da Câmara de Abrantes referiu ainda que desde o início nunca questionou se os lares eram legais ou ilegais, interessava era tratar e cuidar dos idosos.

Disse que, quer profissionalmente ou pessoalmente, teve próximas com Covid-19. Teve das duas situações, umas sem sintomatologia e outras que tiveram patologias com alguma gravidade.
O que mais assustou o presidente da Câmara de Abrantes foi “perder o controlo da situação”. Afirmou que houve sempre uma colaboração com as instituições de saúde (Centro Hospitalar, Unidade de Saúde Pública e Agrupamento de Centros de Saúde), mas quando os casos dispararam na região e no país temeu não se conseguir controlar a pandemia e causar mais problemas do que aqueles que veio a causar. Disse não ser fácil assistir a todas as movimentações de serviços do Hospital de Abrantes, mas espera que os serviços que saíram temporariamente comecem, em breve a regressar.

Estes dois anos deixam marca na vida do autarca e de todos. Vincou que ainda há uma semana houve necessidade de adquirir computadores para os alunos do concelho não perderem as aulas à distância, passando pelas máscaras e outros equipamentos de proteção. Acima de tudo, revelou o pedido aos serviços para que tentem acompanhar todas as situações e não deixar ninguém para trás.