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Incêndios: Conselho-geral da ANMP discute medidas de apoio a autarquias mais afetadas

23/10/2017 às 00:00
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O conselho geral da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) vai debater a 31 de outubro, em Coimbra, a problemática dos incêndios florestais que devastaram o país e o apoio para as autarquias mais afetadas.

O presidente do conselho-geral da ANMP, Carlos Carreiras, disse hoje à agência Lusa que o órgão máximo entre congressos vai debater o parecer à proposta do Orçamento do Estado para 2018 e o problema dos incêndios florestais que afetaram diversos municípios do país.

O social-democrata, que também preside à Câmara de Cascais, anunciou ter pedido uma reunião extraordinária do conselho-geral, mas que o assunto será abordado na reunião marcada para 31 de outubro, em Coimbra, por entender que “o coletivo das autarquias do país deve coordenar-se e dar o seu contributo forte e efetivo no apoio aos seus membros mais fragilizados”.

“Quando o Estado central falha por falência e omissão, com custos pesadíssimos para todos, cabe ao Estado local assumir a dianteira na ultrapassagem das dificuldades”, afirmou Carlos Carreiras, no sábado, na tomada de posse para um novo mandato, após ser reeleiro com maioria absoluta.

O presidente da autarquia salientou que o seu município está entre os que enviaram bens de primeira necessidade para as populações afetadas pelos incêndios no Centro e Norte do país.

Nesse sentido, o autarca também colocou “ao dispor de quem precisar, em momento que considerem oportuno, o recurso ao Banco Genético Vegetal” municipal, para que a reflorestação “seja uma realidade tão breve quanto possível”.

O conselho-geral da ANMP é composto por 61 membros, eleitos pelo congresso nacional, e além de Carlos Carreiras, que preside, tem como vice-presidentes os presidentes das câmaras de Leiria, Funchal, Santarém, Covilhã e Loures.

O órgão executivo da ANMP, o conselho diretivo, presidido por Manuel Machado, reúne-se na terça-feira, em Coimbra, para, entre outros assuntos, preparar o próximo congresso marcado para 09 de dezembro, em Portimão, onde serão eleitos os novos órgãos diretivos para o mandato entre 2017 e 2021.

A ANMP, numa nota publicada no seu ‘site’, manifestou solidariedade para com os municípios afetados e as “famílias enlutadas” pelos incêndios florestais, disponibilizando-se para “uma reflexão profunda e conjunta de todos os agentes intervenientes nos dispositivos de Proteção Civil em articulação estreita com todos os níveis de poder (nacional, regional e local)”.

As centenas de incêndios que deflagraram a 15 de outubro, o pior dia de fogos do ano, segundo as autoridades, provocaram pelo menos 44 mortos e cerca de 70 feridos, mais de uma dezena dos quais graves, nas regiões Centro e Norte.

As chamas obrigaram a evacuar localidades, a realojar populações e a cortar o trânsito em dezenas de estradas.

Esta foi a segunda situação mais grave de incêndios com mortos em Portugal, depois de Pedrógão Grande, em junho, quando o fogo alastrou a outros municípios e provocou, segundo dados oficiais, 64 mortos e mais de 250 feridos, morrendo ainda uma mulher atropelada quando fugia deste fogo.

Lusa