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INCÊNDIOS: CÂMARA DE MAÇÃO RECLAMA ESTADO DE CALAMIDADE PÚBLICA

19/08/2017 às 00:00
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O presidente da Câmara de Mação, Vasco Estrela, quer ver reconhecido o Estado de Calamidade Pública no concelho onde o incêndio que lavra desde terça-feira está esta noite [sexta-feira] preocupante nas localidades de Ortiga e Vale de Abelha.O abrandamento noturno da força do incêndio que lavra no concelho desde terça-feira à noite não descansa o presidente do concelho onde “ontem [quinta-feira] a situação também melhorou à noite e hoje de manhã”, mas, durante a tarde, o fogo “reatou ainda com mais força”, afirmou Vasco Estrela.

“Estamos a chegar ao nosso limite e já não há muito por onde arder”, afirmou o autarca à Lusa, estimando que as chamas tenham já consumido “entre nove a 10 mil hectares de floresta”, a somar aos “18 mil que já tinham ardido há duas semanas” e que deixam Mação com 80% da área do concelho queimada.

Os prejuízos não estão ainda quantificados, mas o presidente da autarquia teme “prejuízos económicos muito elevados na maior riqueza produtiva do concelho”, para o qual reclama “uma atenção especial”.

“Seria uma injustiça inqualificável que não tivéssemos tratamento similar ao de outros concelhos afetados pelos incêndios”, afirmou, reclamando que seja “reconhecido o Estado de Calamidade Pública” e que o município “tenha as mesmas prerrogativas que Pedrógão Grande, por exemplo, em termos de apoio do Portugal 2020”.

No concelho de Mação, a situação estava, às 23:30 “mais calma devido ao cair da noite, mas em Ortiga e Vale de Abelha as coisas estão ainda bastante preocupantes”, considerou o presidente da Câmara.

Em Ortiga, as chamas “entraram esta tarde literalmente pela povoação dentro e estamos a fazer tudo para evitar riscos para a população”, afirmou o autarca, temendo igualmente que o foco de incêndio que lavra esta noite em Vale de Abelha “possa trazer problemas”.

No vizinho concelho de Sardoal, onde as chamas obrigaram a evacuar as aldeias de Vale das Onegas, Saramaga e Tojeira, a noite está também hoje a revelar-se “mais calma” e sem “foco ativo”, informou Miguel Borges, presidente da Câmara Municipal.

Ainda assim, a Câmara está a “trabalhar na abertura de aceiros” e tem “meios pré-posicionados na mancha verde concelhia”, na zona de Monte Cimeiro, onde, se as chamas chegarem, o autarca quer ter “capacidade de resposta para as travar o mais rapidamente”.

De acordo com a página na Internet da Autoridade Nacional de Proteção Civil, o incêndio em Mação deflagrou às 00:01 de quarta-feira e mobilizava às 23:30 de sexta-feira 896 operacionais e 260 meios terrestres.

Lusa