Constância: Presidente de Câmara faz ponto de situação sobre necessidade de intervenção na Igreja Matriz (C/SOM)

Concelhos 2019-11-22
DR: Antena Livre/Jornal de Abrantes
DR: Antena Livre/Jornal de Abrantes

Na última reunião de Câmara de Constância, que decorreu esta quinta-feira, 21 de novembro, veio a votação um pedido de apoio por parte da Paróquia de São Julião Mártir de Constância, no âmbito da substituição do equipamento de som, no qual o Município aprovou por unanimidade um apoio de 25% sobre o valor total do investimento, na ordem dos 2.900,00€.

Nesse âmbito, Manuela Arsénio (CDU), em substituição da vereadora Júlia Amorim, questionou o executivo sobre houve algum desenvolvimento relativamente ao “plano de ação para a pintura de José Malhoa que está no teto” bem como “a eventual pintura do edifício”.

Em resposta, o presidente da autarquia, Sérgio Oliveira, deu conta de que a Câmara Municipal “já desenvolveu reuniões técnicas na Igreja com vista a conseguir ajudar a paróquia não só a pintar mas também a recuperar a pintura que lá existe”.

Em declarações à Antena Livre e ao Jornal de Abrantes, o autarca relembra que “não é há quatro ou cinco anos” que a Igreja Matriz “precisa de uma intervenção”.

“Há vários anos que está identificada a necessidade de intervir na Igreja Matriz em Constância, quer a nível de telhado quer a nível de pintura do edifício quer a nível de outro tipo de trabalhos que são muito específicos de conservação e de restauro, nomeadamente altares, a pintura do José Malhoa, portanto um conjunto de intervenções que são necessárias fazer”, destaca.

Interior da Igreja Matriz em Constância

Sérgio Oliveira admite também que “tudo isto teria sido mais fácil há uns anos atrás, se efetivamente se tivesse olhado para a Igreja como uma prioridade, e nessa altura provavelmente teria havido dinheiro para pintar a Igreja, para substituir o telhado e para requalificar a pintura”.

“Agora tudo é mais difícil porque os fundos cada vez são menos”, considera o presidente do Município, explanando que “a Igreja, para ter sido elegível neste quadro comunitário, teria de ter uma classificação” específica, por exemplo, como de monumento nacional ou algo semelhante, e que “só com essa classificação é que seria possível candidata-la a fundos comunitários”.

“De qualquer das maneiras, o Município, através de um programa que existe específico das CCDR, apresentou um formulário e tentou ajudar a paróquia nesse sentido”, diz o responsável que dá conta de que, apesar de “já há vários anos que a CCDR não aprovar nenhuma candidatura naquele âmbito”, a ação do Município vai ser a de continuar a “sinalizar a Igreja Matriz como um dos investimentos na área cultural para a próxima época e esperar que efetivamente considerem a Igreja”.

Apesar de este ser um património que não é nem “municipal nem um património público – pertence à Igreja”, Sérgio Oliveira defende que “é um património que merece ser conservado e é importante para o concelho e para aquilo que é a história do concelho”. 

“É um assunto ao qual estamos atentos, em colaboração com o padre Nuno, e assim que haja uma oportunidade, em conjunto com a paróquia, é claro que iremos avançar”, conclui.

Ana Rita Cristóvão