Constância: Obras na Estrada Militar arrancam a 2 de dezembro (C/SOM)

Concelhos 2019-11-22
DR: Antena Livre e Jornal de Abrantes
DR: Antena Livre e Jornal de Abrantes

Há cerca de um ano que a estrada militar – que serve o Campo Militar de Santa Margarida - se encontra com condicionamentos devido problemas no terreno, nomeadamente ao estado de um talude.

O assunto veio a reunião de Câmara de Constância a 24 de outubro, na qual o presidente da autarquia, Sérgio Oliveira, explicou que a demora na intervenção no local se devia ao facto de algumas zonas na estrada não terem marco de delimitação do terreno e o proprietário ter levantado questões sobre a intervenção que a engenharia militar queria fazer na sua propriedade.

Na altura, o presidente do Município deu também conta de que “só há relativamente pouco tempo é que o proprietário assinou a declaração em conforme autoriza os militares a entrarem no terreno e fazer a intervenção que é necessária fazer”.

Agora, o anúncio pelo qual se esperava chegou na última reunião do executivo, a 21 de novembro: “a obra vai iniciar no dia 2 de dezembro”, anunciou o presidente da autarquia.

Em declarações à Antena Livre e ao Jornal de Abrantes, Sérgio Oliveira adiantou que a condução da empreitada vai estar a cargo da Brigada Mecanizada, em conjunto com a Engenharia Militar, pelo que “a estrada vai estar cortada pelo período de três meses e quando reabrir estará em condições de segurança quer para as pessoas e bens que atravessam aquela infraestrutura”,que, relembra, é gerida pela instituição militar e “sobre a qual a Câmara Municipal não tem qualquer jurisdição”.

Em termos de alternativa rodoviária, “vai haver colocação de sinalética junto à Estrada Nacional e dentro mesmo da povoação da aldeia de Santa Margarida. O trânsito far-se-á pelo acesso direto à aldeia de Santa Margarida e depois em direção a Malpique, pela porta de armas principal”, adianta.

Reunião de Câmara de Constância (descentralizada - no Centro Escolar de Montalvo) de 21/11/2019

“Feito este processo todo, em que há-de estar a fazer um ano” desde que “foram colocados aqueles constrangimentos que lá estão, aqueles maciços em betão, e que foi cortada uma das faixas da estrada militar”, o presidente do Município diz que este foi um processo que “demorou algum tempo” e com várias etapas: “foi preciso primeiro a Engenharia estudar a intervenção técnica que teria que fazer; foi preciso apresentar aquilo que se queria fazer ao proprietário do terreno; pelo meio, houve algumas dúvidas relativamente a onde é que terminava a propriedade do Estado e onde começava a propriedade do particular que foi preciso esclarecer; depois foi preciso ter autorização do proprietário para poder intervir no terreno; e, por último, foi preciso pedir autorização ao ICNF para abater um conjunto de sobreiros que vão ter que ser retirados, antes até da maquinaria entrar”.

O autarca salienta que neste processo o papel da Câmara Municipal foi o de “moderar as duas partes, de forma a encontrar sempre uma solução.

“Obviamente que se chegássemos a um ponto em que víssemos que não havia luz ao fundo do túnel, tínhamos de tomar uma posição de força” mas “o que interesse agora é que efetivamente a obra vai ser iniciada”, diz o autarca que destaca que “não é com barulho nem é com ‘murros em cima da mesa’ que se resolve este tipo de problemas, porque quando nós esticamos demais a corda e a corda se parte e não há diálogo nem colaboração entre as entidades poderia acontecer o que a gente vê pelo país fora e pelo mundo fora, que era esta situação em vez de demorar um ano demorar 10,15,20 anos e nunca ninguém resolver nada”.

Ana Rita Cristóvão