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Abrantes: White Noise inaugura nova fase da QuARTel

13/02/2017 às 00:00
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A CM de Abrantes inaugurou este sábado na QuARTel da Arte Contemporânea de Abrantes – Coleção Figueiredo Ribeiro, a exposição White Noise, de António Júlio Duarte.

Esta data marca também a adoção uma nova filosofia de gestão para a “antiga” Galeria Municipal de Arte que, depois de 20 anos ao serviço da valorização das artes e da qualificação de públicos em Abrantes, passa a acolher permanentemente a Coleção Figueiredo Ribeiro.

Fernando Figueiredo Ribeiro era um homem satisfeito neste arranque da QuARTel da Arte Contemporânea de Abrantes – Coleção Figueiredo Ribeiro. O colecionador revelou ter percebido que “em Abrantes havia um grande entusiasmo e uma grande valorização da arte contemporânea e Abrantes mostrou logo interesse em acolher a minha coleção, para um comodato de 10 anos”.

A Coleção Figueiredo Ribeiro é composta por mais de 1300 obras de várias gerações de artistas. Esta coleção representa um conjunto de inequívoco valor estético, amplamente reconhecido no meio artístico. Artistas plásticos consagrados como Ana Hatherly, João Pedro Vale, José Pedro Croft, Pedro Cabrita Reis, Rui Chafes e Sara Bichão, entre muitos outros, terão nova “residência” em Abrantes. As suas obras, nas diferentes áreas da arte contemporânea portuguesa - desenho, pintura, escultura, instalação fotografia e outros objetos artísticos - serão integradas na visão estratégica de promoção turística e cultural do concelho.

Quanto à exposição que inaugura esta nova fase da QuARTel, trata-se de “uma mostra de fotografia que reflete a síntese de 10 anos de trabalho em Macau, no ambiente luxuoso e exótico dos casinos”.

Foi a primeira vez que foi mostrada ao público e o António Júlio Duarte mostrou-se emocionado. “É uma honra. Fiquei bastante emocionado. Por outro lado, foi uma grande responsabilidade pois estava pensada como livro mas houve sempre uma vontade de a tornar em exposição”, referiu o artista, adiantando que “foi bastante estimulante trabalhar para isto”.

Maria do Ceu Albuquerque, presidente da Câmara Municipal de Abrantes também se congratulou com esta parceria e com a exposição que a inicia, dizendo ser “muito bom porque hoje, aqui, nesta sala, estão artistas, estão críticos de arte, estão diretores de museus importantes, como o MAAT ou a Gulbenkian”. A autarca afirmou que “isto coloca Abrantes no roteiro do que melhor se faz na promoção da arte e da cultura em Portugal”.

Quem também esteve presente na inauguração da exposição White Noise e não passou despercebido foi Pedro Gadanho, o diretor do Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT). À pergunta de que se devia a sua presença em Abrantes, Pedro Gadanho revelou ter vindo “à inauguração da exposição na QuARTel porque tento sempre seguir o trabalho dos artistas portugueses, estejam eles onde estiverem”.

O diretor do MAAT confessou ainda que “aproveitei para visitar Abrantes pois só tinha passado aqui de comboio, a caminho de Castelo Branco e da Covilhã, quando tinha 6 anos”. Passeou com os filhos pelo castelo, “como está muito frio não vi muita gente na rua mas gostei do que vi a nível do centro histórico”.

Pedro Gadanho foi curador de Arquitetura Contemporânea no Museu de Arte Moderna (MoMA), em Nova Iorque e voltou a Portugal para assumir a direcção do novo museu da Fundação EDP.

A exposição White Noise está patente na QuARTel da Arte Contemporânea de Abrantes – Coleção Figueiredo Ribeiro até dia 29 de abril.